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Município de Idanha-a-Nova apresenta posição relativamente à eventual instalação de centrais solares fotovoltaicas

Município de Idanha-a-Nova apresenta posição relativamente à eventual instalação de centrais solares fotovoltaicas

O Município de Idanha-a-Nova entende ser importante apresentar a sua posição relativamente à eventual instalação de centrais solares fotovoltaicas neste concelho e, por conseguinte, nos concelhos vizinhos.

Em comunicado é referido que o Município reconhece a importância das energias renováveis e vê com bons olhos a instalação de painéis solares como um passo positivo para a sustentabilidade e eficiência energética do concelho. No entanto, considera essencial que estes projetos sejam implementados de forma equilibrada, respeitando o ordenamento do território, o ambiente e a qualidade de vida das populações. Por esse motivo, o Município “não se revê na instalação destas mega centrais fotovoltaicas, pois não quer abdicar da identidade do concelho nem comprometer o património que o caracteriza”.

As centrais solares que se pretendem instalar irão cobrir centenas de ha de áreas florestais, agrícolas ou de matos, impedindo qualquer utilização dos solos, seja agrícola ou florestal. Esta mudança profunda de uso do solo converte espaços de conservação e produção em áreas exclusivamente afetas à geração de energia, afetando, em muitos casos, ecossistemas sensíveis e espécies protegidas.

Por outro lado, os parques solares propostos irão ocupar grandes áreas, onde seria necessário proceder ao abate de árvores, à remoção do coberto vegetal e à vedação do terreno, com consequente compactação do solo, alteração das linhas de água, aumento da erosão e degradação da paisagem. Tais intervenções reduzem a biodiversidade, fragmentam habitats e dificultam o movimento da fauna local, incluindo espécies cinegéticas, afetando os locais de nidificação, refúgio e alimentação.

São ainda relevantes os conflitos com outros usos do território — no presente e no futuro — e com as opções de desenvolvimento das comunidades locais.

Desta forma, o impacto das centrais solares de grande escala assume uma relevância particular, nomeadamente nos ecossistemas, pela perda de biodiversidade e geodiversidade, pelas alterações ao clima, pela degradação dos solos, e ainda pelas consequências no turismo, na atividade cinegética e na preservação de uma paisagem equilibrada e harmoniosa.

Neste contexto, a autarquia idanhense salienta também que os percursos pedestres homologados e as grandes rotas internacionais que atravessam o concelho ficarão irremediavelmente comprometidos, representando mais uma perda para o território, com reflexos diretos na fruição da paisagem, no turismo de natureza e na economia local.

A implementação destas centrais fotovoltaicas contraria também os compromissos que distinguem Idanha-a-Nova a nível nacional e internacional. O concelho é reconhecido pelos seus três selos de excelência: o Parque Natural do Tejo Internacional, área protegida de interesse nacional, e três reconhecimentos da UNESCO — o Geoparque Naturtejo, a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo-Tajo Internacional e a Cidade Criativa da Música.

Idanha-a-Nova é também a primeira Bio-Região portuguesa, um reconhecimento que “reflete o equilíbrio na utilização dos recursos, na preservação dos solos e da natureza, e na valorização das tradições locais”. Também integra a Rede das Aldeias Históricas de Portugal e a Rede das Aldeias de Portugal, “marcas que reconhecem o valor histórico, arquitetónico e cultural das aldeias do concelho. Estas distinções são determinantes para o turismo e para a vitalidade da economia local”.

 A autarquia esclarece que, até à data, não deu entrada na Câmara Municipal qualquer pedido formal de licenciamento relativo aos projetos desta natureza recentemente colocados em consulta pública. Ainda assim, o Município acompanha com atenção as intenções conhecidas publicamente e considera essencial que eventuais propostas futuras sejam analisadas com rigor, à luz dos instrumentos de ordenamento do território e dos compromissos assumidos em matéria de sustentabilidade.

O Decreto-Lei n.º 30-A/2022, de 18 de abril, introduziu mecanismos destinados a acelerar o licenciamento de projetos fotovoltaicos e a garantir compensações financeiras aos municípios. No entanto, mesmo neste enquadramento, o Município entende que a transição energética deve ser equilibrada e respeitadora das comunidades e dos recursos naturais.

A Câmara Municipal salienta que se encontra limitada na sua atuação. A legislação em vigor determina que, sempre que as entidades competentes emitam parecer favorável, a autarquia não dispõe de fundamento legal para indeferir o pedido. Assim, o poder de decisão do Município fica condicionado ao enquadramento jurídico e técnico definido por essas entidades.

Nesta fase, o Município idanhense também fez questão de ouvir os técnicos do Município, bem como os presidentes das Juntas de Freguesia das freguesias afetadas, que representam diretamente as populações. Foram igualmente ouvidos os representantes da Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional, e será também ouvida a empresa promotora do projeto Sophia, garantindo que todas as partes interessadas possam contribuir para uma decisão informada e equilibrada.

Relativamente ao projeto Beiras, embora a consulta pública já tenha terminado, o Município considera que a empresa promotora deveria igualmente ser ouvida ou, se possível, ser convidada a participar numa discussão pública, de modo a assegurar transparência e uma avaliação mais participativa.

Importa também referir que a afetação no território não se limita apenas às áreas de implantação direta das centrais fotovoltaicas, devendo considerar-se as dezenas de quilómetros de linhas de alta tensão necessárias à sua ligação à rede, que afetariam de forma significativa a paisagem e o equilíbrio visual dos concelhos abrangidos.

De acrescentar que, esta 3ªfeira, 11 de novembro, está marcada uma reunião do Conselho Intermunicipal da Beira Baixa, onde este tema integra a ordem de trabalhos e onde se espera que possa ser tomada uma posição conjunta pelos municípios que têm assento naquele órgão.

O objetivo do Município é recolher as opiniões e contributos de todos os intervenientes, garantindo que a decisão final tenha em conta as diferentes perspetivas e necessidades locais. Pretende, igualmente, desenvolver este processo em cooperação com as autarquias vizinhas, as entidades com competência nesta matéria e o Governo, através do Ministério do Ambiente. O objetivo é garantir que as soluções encontradas respeitam o território e promovem um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

Em suma, o Município de Idanha-a-Nova defende o equilíbrio entre a energia limpa e a preservação da paisagem, da biodiversidade e da identidade rural que distinguem o concelho. Defende uma transição energética responsável, que sirva o território e não a que o transforme à sua custa — porque não podemos substituir um problema por outro, nem comprometer o futuro das próximas gerações.

“Casa da Diabetes” de Proença-a-Nova promove literacia em saúde e bem-estar

“Casa da Diabetes” de Proença-a-Nova promove literacia em saúde e bem-estar

A iniciativa “Casa da Diabetes” regressa a Proença-a-Nova, fruto de uma parceria entre a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, o Município de Proença-a-Nova e o Centro de Saúde de Proença-a-Nova. Este projeto pretende capacitar pessoas com diabetes Tipo 2 para uma melhor gestão da doença, promovendo estilos de vida mais saudáveis e uma maior literacia na área da saúde.

O grupo é composto por 30 participantes, todos utentes com diabetes Tipo 2, indicados pela Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Proença-a-Nova. Ao longo de seis sessões, que decorrem até março de 2026 na Casa das Associações de Proença-a-Nova, os participantes têm oportunidade de aprender a lidar melhor com a diabetes, partilhando experiências e adquirindo competências práticas que contribuem para o seu bem-estar.

A primeira sessão realizou-se a 31 de outubro, seguindo-se agora novos encontros, todos os meses, a 28 de novembro, 19 de dezembro, 30 de janeiro, 27 de fevereiro e 27 de março. Os horários serão, na generalidade, das 14h30 às 16h30, com exceção da primeira e da última sessão, que decorrem entre as 14h e as 17h.

Paralelamente, a autarquia proencense dá conta que, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em anos anteriores, irão decorrer também duas sessões da “Casa da Diabetes 2”, destinadas a participantes que já integraram o programa em 2023. Estas estão marcadas para 27 de novembro e 26 de março, entre as 14h30 e as 16h30.

As sessões abordam temas essenciais à gestão da diabetes, como a alimentação, a atividade física, a autovigilância, os cuidados aos pés, a hipertensão e o impacto da doença na vida familiar, numa reeducação alimentar e comportamental, adequada à Diabetes. Mais do que momentos de aprendizagem, são também espaços de partilha e de motivação para a adoção de comportamentos saudáveis e sustentáveis, frisa a autarquia.

O projeto “Casa da Diabetes” decorre ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Município de Proença-a-Nova e a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, que prevê o apoio financeiro e logístico do Município, reforçando o seu compromisso na promoção da saúde, na prevenção desta doença e no bem-estar físico e mental da sua população.

Conversa Sobre Rodas – 05-11-2025

Conversa-Sobre-Rodas

Tema: Outono.

Entrevista Fernanda Soares – 01-11-2025

Entrevista Fernanda Soares - 01-11-2025

Fernanda Soares, a artista que, com mãos pacientes e um coração sensível, dá vida ao barro.

No seu atelier, em Castelo Branco, nascem peças únicas, que contas histórias. Uma conversa sobre criatividade, partilhas e a beleza da cerâmica.

No Porque Hoje é Sábado, Manuela Serafim deu a conhecer a artista e os trabalhos de Fernanda Soares.

Docentes da ESART realizam workshops de música em Manaus

Os docentes António Carrilho e Luísa Tender, da Escola Superior de Artes Aplicadas, de Castelo Branco, visitaram a Escola Superior de Artes e Turismo  da Universidade Estadual do Amazonas, em Maunaus, no Brasil.

Esta visita ocorreu no âmbito da parceria entre as duas instituições, formalizada em 2024. Os docentes realizaram workshops e palestras sobre música e um concerto, no qual foram solistas com a Orquestra Barroca do Amazonas.

A iniciativa foi patrocinada pela Égide – Associação Portuguesa das Artes e teve como objetivo principal a divulgação do Mestrado em Música da ESART, cuja Comissão Científica os dois docentes integram.

Docentes do IPCB editam livro internacional que destaca a Investigação em Design

Daniel Raposo, João Neves e Ricardo Silva, docentes da Escola Superior de Artes Aplicadas, de Castelo Branco, são os editores do livro “Perspectives on Design IV. Research, Education and Practice”, publicado pela Springer Nature, Suíça. A obra integra o volume 59 da coleção Springer Series in Design and Innovation, uma das séries internacionais mais reconhecidas no domínio do design e da inovação, com indexação Scopus.

O Politécnico de Castelo Branco refere que o livro reúne contributos de autores nacionais e internacionais que analisam o design enquanto campo de investigação, ensino e prática profissional em transformação. As perspetivas reunidas partem da ideia de que o design já não se define apenas como um exercício aplicado à resolução de problemas, mas como uma prática reflexiva, crítica e catalisadora de mudança positiva, enraizada na compreensão social e sustentável do mundo contemporâneo.

Organizado em duas partes, o volume apresenta 21 capítulos que abordam o design como campo de experimentação e transformação cultural. A primeira parte reflete sobre o potencial do design como força educativa e social, explorando metodologias abertas, práticas de cocriação e abordagens que ligam pedagogia, emoção e inclusão. Discutem-se ainda perspetivas críticas sobre o espaço urbano, a regeneração, a hospitalidade e o papel do design na revalorização do património material e imaterial.

A segunda parte foca-se na inovação material, tecnológica e ecológica. São abordadas novas práticas no ensino do design de moda, o uso de tecnologias sustentáveis, o aproveitamento de recursos locais e os desafios colocados pela inteligência artificial e pelos meios digitais na criação e difusão do design. Alguns capítulos propõem modelos conceptuais emergentes, como o bioneurodesign, que integra cognição, ética e ambiente, enquanto outros revisitam tecnologias obsoletas para lhes atribuir novos sentidos estéticos e críticos.

Perspectives on Design IV é, nas palavras dos próprios editores, um contributo para uma comunidade de design em expansão — aberta à experimentação e à redefinição dos seus próprios limites. O livro reforça a convicção de que o design pode e deve desempenhar um papel central na construção de futuros mais conscientes, justos e sustentáveis, não apenas através da forma e da função, mas sobretudo pela sua capacidade de escutar, imaginar e transformar.

Com esta edição, os docentes consolidam a sua presença na reflexão internacional sobre o design contemporâneo, contribuindo para afirmar o ensino superior português no debate científico e académico global sobre o papel do design na sociedade.

Centro Cultural Raiano com novo equipamento de cinema digital

O Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, estreou o sistema de projeção digital de cinema, adquirido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, financiado pela União Europeia – NextGenerationEU.

A autarquia local conta que, na ocasião, o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, afirmou que investimento vem reforçar significativamente a capacidade técnica do Centro Cultural Raiano, contribuindo para uma difusão cultural e artística mais abrangente.

Na sessão inaugural foi exibido o filme “O Lugar dos Sonhos”, de Diogo Morgado, que esteve presente no evento juntamente com o ator Carlos Areia, um dos protagonistas da obra.

No final da projeção, o público teve oportunidade de conversar com os convidados e colocar questões sobre o processo criativo e a produção do filme, num momento de grande proximidade e partilha.