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Custódio Castelo e Miguel Carvalhinho presentes nas Jornadas de Música Histórica

Custódio Castelo e Miguel Carvalhinho presentes nas Jornadas de Música Histórica

Custódio Castelo e Miguel Carvalhinho, docentes da Escola Superior de Artes Aplicadas, de Castelo Branco, irão estar presentes nas II Jornadas de Música Histórica “Notas no Tempo”, que decorrem esta 6ªfeira e sábado, 21 e 22 de novembro, em Ponta Delgada, Açores.

O evento celebra o património musical dos Açores, da Madeira e do espaço atlântico, reunindo especialistas, músicos, investigadores e entusiastas da música histórica.

As jornadas estão integradadas nas comemorações dos 50 anos de Autonomia dos Açores e Madeira e nos 50 anos da Universidade dos Açores. O evento pretende reforçar a importância do estudo e preservação do património musical atlântico, promovendo a partilha de conhecimento e novas perspetivas entre docentes, estudantes e investigadores. Com um espírito de diálogo e descoberta, as Jornadas destacam a evolução da música nas ilhas e as suas relações históricas com outras tradições atlânticas, sublinhando a relevância de uma abordagem interdisciplinar e colaborativa.

Projetos do Orçamento Participativo de Idanha-a-Nova estão a votos

Projetos do Orçamento Participativo de Idanha-a-Nova estão a votos

A votação nos projetos do Orçamento Participativo de Idanha-a-Nova está a decorrer na plataforma online “Idanha Participa” (participa.idanha.pt) até 16 de dezembro.

A sufrágio estão 37 projetos, que contemplam uma verba total de 170 mil euros, a inscrever no Orçamento Municipal para 2026, que vão financiar projetos de valor igual ou inferior a 10 mil euros e 20 mil euros para cada Freguesia e União de Freguesia do concelho, explica a autarquia.

Terminada esta fase de votação irá decorrer, em janeiro de 2026, a apresentação pública dos projetos vencedores.

Os interessados podem validar o voto através da Autenticação.Gov, mediante o Cartão do Cidadão ou a Chave Móvel Digital, sendo que cada cidadão tem a possibilidade de votar em dois projetos diferentes, com um voto para cada um.

Mais de 100 pessoas nas Benquerenças para a 2ª Edição do Benquerenças Backyard

Mais de 100 pessoas nas Benquerenças para a 2ª Edição do Benquerenças Backyard

Benquerenças, concelho de Castelo Branco, foi palco da segunda edição da Benquerenças Backyard, um evento de resistência que voltou a desafiar os limites físicos e mentais dos participantes.

O Vitória Clube Benquerenças foi coorganizador desta competição que integrou o calendário nacional da modalidade Backyard Ultra.

Mais de uma centena de pessoas marcaram presença na aldeia para acompanhar e participar nesta prova exigente, que se prolongou por 31 horas e totalizou 207,88km.

O clube de Benquerenças refere que, apesar das condições meteorológicas adversas, o espírito de superação prevaleceu entre os atletas, “que demonstraram uma impressionante resiliência”.

A vitória foi conquistada por Paulo Roque, com um total de 31 voltas (207,88km), seguido por Ruiz Luz, que assumiu o papel de assistente (30 voltas – 201,18km). No setor feminino, o destaque foi para Lina Mateus, vencedora com 19 voltas percorridas (127,41km).

O evento ficou ainda marcado pelo novo recorde de voltas neste circuito.

Workshop sobre Comunicação e Relações Interpessoais no Voluntariado

Workshop sobre Comunicação e Relações Interpessoais no Voluntariado

A Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento, no âmbito do Projeto CLDS 5G Castelo Branco e do Banco Local de Voluntariado, vai dinamizar o workshop “Entre Vozes e Ações: Construindo Relações no Voluntariado”, integrado nas comemorações do Dia Internacional do Voluntariado.

A iniciativa está agendada para 5 de dezembro (6ªfeira), das 16h às 17h, na sede da associação, em Castelo Branco, e visa promover a comunicação assertiva e as relações interpessoais entre os voluntários.

A organização refere que o workshop pretende fortalecer o trabalho em equipa, melhorar a interação entre os participantes e potencializar o impacto positivo das ações voluntárias na comunidade.

Durante a sessão, os participantes terão oportunidade de explorar estratégias práticas para melhorar a colaboração, resolver conflitos e criar ambientes de voluntariado mais inclusivos e motivadores. A iniciativa é especialmente dirigida a voluntários ativos ou a quem pretende iniciar-se no voluntariado, oferecendo ferramentas para uma atuação mais eficaz e gratificante.

As inscrições são gratuitas, obrigatórias e limitadas e podem ser realizadas através do site da Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento ou nas redes sociais do CLDS 5G Castelo Branco.

“Não” às Centrais Fotovoltaicas da Beira e Sophia

“Não” às Centrais Fotovoltaicas da Beira e Sophia

Na sequência do Debate Público realizado em Idanha-a-Nova, promovido pela Naturtejo, E.I.M., e da Sessão de Esclarecimento organizada pela Agência Portuguesa do Ambiente com a empresa proponente Lightsource BP, considerando ainda os diversos contributos recebidos de cidadãos, é apresentado o “Parecer Desfavorável” relativamente ao Projeto da Central Fotovoltaica Sophia, submetido na plataforma de Consulta Pública participa.pt. e enviado por email.

Segundo a Naturtejo, esta posição fundamenta-se na ausência de garantias quanto ao cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal para a proteção do Ambiente, do Património e da Paisagem. Acresce a inexistência de estudos sobre os impactos cumulativos dos projetos de energias renováveis na região e a falta de um plano de desenvolvimento socioeconómico sustentável que assegure o equilíbrio territorial.

Apesar de não ter sido solicitado qualquer parecer à Naturtejo, E.I.M. relativamente à Central Solar Fotovoltaica da Beira, esta revela que foi igualmente enviado um Parecer Desfavorável dirigido à Agência Portuguesa do Ambiente.

A Naturtejo, E.I.M. reafirma como prioridade a proteção do património natural e geológico, bem como a promoção do turismo e do desenvolvimento sustentável, reservando-se o direito de regressar a este assunto sempre que o entender.

Assim, a Naturtejo, E.I.M. emite Parecer Desfavorável ao Estudo de Impacto Ambiental das Centrais Fotovoltaicas da Beira e Sophia.

PCP manifesta oposição aos projetos “Sophia” e “Beira”

PCP manifesta oposição aos projetos “Sophia” e “Beira”

O Executivo da Direção da Organização Regional de Castelo Branco do PCP expressa forte preocupação com os megaprojetos solares previstos para o distrito, sublinhando que o recurso a energias renováveis é essencial, mas não pode justificar tudo.

Para o PCP, os projetos “Sophia” e “Beira”, que abrangem os concelhos de Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, “não servem nem os interesses do distrito nem do país. Pelo contrário, acrescentam pressão sobre solos agrícolas e áreas ambientalmente sensíveis, afetam a paisagem e a identidade cultural das aldeias, e têm impactos significativos na biodiversidade — sobretudo dada a proximidade à Serra da Gardunha e ao Tejo Internacional”.

Nesse sentido, os comunistas defendem que os projetos de energias renováveis não devem ser dispensados de Avaliação de Impacto Ambiental nem de Estudos de Incidências Ambientais, ambos com discussão pública; devem ser interditos em solos da RAN ou integrados em perímetros de rega; devem respeitar perímetros de proteção às localidades; em áreas REN, mesmo sendo uso considerado compatível, devem obrigatoriamente ser sujeitos a estudos de incidência ambiental; e devem salvaguardar floresta autóctone e montado de sobro e azinho.

Para o PCP, os projetos não cumprem estes critérios e visam sobretudo o lucro rápido das grandes multinacionais do sector energético, sem trazer benefícios reais para as populações.

Assim, o partido apela ao Governo e às autarquias para que suspendam os processos de licenciamento em curso e assegurem que futuras centrais fotovoltaicas sejam instaladas em zonas onde os impactos negativos sejam minimizados.

O PCP mostra-se solidário com a luta das populações, contra a construção destes projetos “que muito irá afetar a sua vida, com graves impactos para a agricultura e biodiversidade das freguesias e dos concelhos”.

CIMBB dá parecer desfavorável ao projeto Sophia

CIMBB dá parecer desfavorável ao projeto Sophia

O Conselho Intermunicipal da Beira Baixa esteve reunido e entendeu pronunciar-se sobre a intenção de instalação da Central Solar Fotovoltaica “Sophia”, bem como das linhas de muito alta tensão associadas, em território que integra a circunscrição administrativa da NUT III Beira Baixa.

A pretensão da entidade promotora do projeto corresponde à previsão de ocupação, nos concelhos de Idanha-a-Nova e de Penamacor, de uma área vedada superior a 13,4km2, uma superfície de 309ha com módulos fotovoltaicos e entre 3 e 5km de extensão de linhas de transporte de eletricidade, com a respetiva área de faixas de servidão (Penamacor). É, pois, um projeto que tem enormes impactos na comunidade e no território da Beira Baixa.

Nesse sentido a CIMBB – Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa -, em face das questões ambientais, sociais e jurídicas inerentes ao projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia, expressa no âmbito do procedimento de Consulta Pública previsto no Regime Jurídico de Avaliação de Impacto Ambiental, uma posição desfavorável.

Essa tomada de posição é fundamentada em diversos pontos. Em comunicado é esclarecido que a CIMBB assume a importância crítica da transição energética, como consta da sua Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial, que se traduz já na existência de muitos aproveitamentos de energia renovável – solar, eólica, hídrica e biomassa – instalados no território. No entanto considera também que a transição energética deve decorrer de forma equilibrada, com respeito pelo ordenamento do território, pelo ambiente, pela biodiversidade e geodiversidade, pelo potencial produtivo dos espaços agroflorestais e pela qualidade de vida, quer de quem habita como de quem visita este território.

As classificações que o território da Beira Baixa ostenta – Terras do Lince, em Penamacor; a Bio-Região, em Idanha-a-Nova, e as Aldeias Históricas, e em refletem o equilíbrio na utilização dos recursos, na preservação dos solos e da natureza, e na valorização das tradições locais. Neste contexto, a articulação dos usos do território assume uma importância crucial, “é fundamental uma gestão equilibrada que salvaguarde a preservação da aptidão agrícola e florestal dos solos, e que tenha em conta a sensibilidade e o valor ecológico das diferentes áreas, bem como o efeito conjugado e cumulativo de outras infraestruturas de idêntica natureza, existentes e previstas”.

Quanto ao projeto em apreço, a apreciação da CIMBB levou em linha a significativa e contínua extensão da área que se prevê artificializar, à qual se juntam as áreas de infraestruturas congéneres já instaladas ou em processo de instalação, “que resultaria numa incontestável degradação da paisagem, numa séria limitação de outros do solo”.

Também a transição energética responsável, assente na defesa do equilíbrio entre a energia limpa e os demais interesses societais em presença, “não é dissociável da preservação da biodiversidade, dos valores naturais e das paisagens, da identidade e do potencial produtivo dos territórios rurais que constituem a Beira Baixa, que são bases fortes do futuro das próximas gerações”.

Assim, a CIMBB associa-se aos Municípios de Idanha-a-Nova e de Penamacor, pronunciando-se desfavoravelmente à concretização do projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia.