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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Nova espécie de fungo identificada em medronhos de Oleiros resulta de investigação com participação do IPCB

Nova espécie de fungo identificada em medronhos de Oleiros resulta de investigação com participação do IPCB

A espécie de fungo Banningia arbuti foi recentemente identificada em amostras de bagas de medronheiro (Arbutus unedo) recolhidas na região de Oleiros, distrito de Castelo Branco, constituindo uma nova espécie para a ciência.

Esta descoberta resulta de um projeto de parceria iniciado pela ESA – Escola Superior Agrária -, de Castelo Branco, e pelo Centro de Biotecnologia de Plantas da Beira Interior, integrada no projeto PROVERE – Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos.

No contexto deste projeto, o Politécnico de Castelo Branco foi realizada a caracterização da microbiota associada ao medronho, tendo sido efetuados o isolamento, purificação e crioconservação, a -80 ºC, de diferentes isolados fúngicos representativos da microbiota deste fruto. Este trabalho decorreu no Laboratório de Microbiologia da Escola Superior Agrária.

Posteriormente, os isolados foram enviados para depósito e identificação na Micoteca da Universidade do Minho, tendo-se verificado que um dos exemplares correspondia a uma espécie até então desconhecida pela comunidade científica.

Os resultados deste trabalho foram publicados na revista International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology e assinados pelos investigadores Joana Domingues, João Trovão, Célia Soares, Carla Santos, Nelson Lima e Cristina Pintado.

Até à publicação deste estudo, o género Banningia incluía apenas uma espécie descrita a nível mundial. Através de análises morfológicas, moleculares e bioquímicas, foi possível clarificar cientificamente este género e contribuir para o aprofundamento do conhecimento sobre a família de fungos Saccotheciaceae, ainda pouco explorada.

O IPCB frisa que esta descoberta reforça a importância da preservação de culturas microbianas e do seu depósito em coleções científicas especializadas, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para a salvaguarda do património genético.

A nova espécie encontra-se atualmente depositada na Micoteca da Universidade do Minho, em Braga, permanecendo disponível para futuras investigações e eventual exploração biotecnológica.