SEDES Beira Baixa promoveu iniciativa para debater preocupações e desafios do interior

SEDES Beira Baixa promoveu iniciativa para debater preocupações e desafios do interior

A SEDES Beira Baixa realizou duas iniciativas de proximidade em Idanha-a-Nova e na Covilhã, numa organização de parceria com a SEDES Médio Oriente e também com a ESGIN – Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova.

Num primeiro momento, a organização conta que em Idanha-a-Nova, cerca de 200 participantes da Comunidade Académica (Estudantes, Professores, Funcionários) e alguns convidados. Nesta sessão os oradores convidados partilharam desafios, oportunidades e preocupações.

A receção foi feita pelo diretor da ESGIN que teve a oportunidade de partilhar os desafios e oportunidades para a região e também o futuro do ensino. José Pedro de Sousa partilhou uma grande preocupação, referindo-se ao Projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia e lembrou os impactos negativos que terá nos concelhos de Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, descaracterizando grande parte do território, afetando o turismo e com prejuízo para o ecossistema.

Já num segundo momento, na Covilhã, a secretária-Geral da SEDES disse que há uma forte oportunidade a explorar na Beira Baixa, dado que são territórios com muita qualidade de vida e onde os serviços e a qualidade das instituições são um garante no apoio a qualquer resposta aos desafios para o desenvolvimento. Marta Costa sublinhou que “pensar Portugal implica pensar os territórios, os recursos e também as assimetrias. Há desafios concretos que a Beira Baixa enfrenta que limitam o desenvolvimento da região, nomeadamente a mobilidade e acessos regionais, articulação ferrovia e rodovia e a concretização do IC 31 e melhoria da A23. São investimentos prioritários para que a região possa ter grandes fluxos logísticos e económicos”.

Para Marta Costa, a competitividade da Agricultura e a da Agroindústria, depende da valorização regional e da sua aposta em produtos de origem certificada e fixar jovens e reter talentos é a base para o aumento da demografia, para a sustentabilidade dos territórios.

Já para o presidente de SEDES Médio Oriente, “estas iniciativas são de extrema importância para promover o melhor que se faz em Portugal, desafios e oportunidades, no âmbito do desenvolvimento social, urbanístico e económico, reforçando a disponibilidade da Direção da SEDES Médio Oriente para apoio a iniciativas futuras, internas e externas”.

Nuno Anahory lançou o desafio de fazer uma missão de intercâmbio multidisciplinar ao médio oriente em 2026.

Presente na sessão esteve o ex-ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, que destacou a importância de Portugal na Europa e a visão para a Beira Baixa que “parece” ter ficado na gaveta com o atual governo. O antigo governante afirmou que “o Mercado único europeu é uma oportunidade e pode ser o motor de desenvolvimento da Europa e poderá ter grandes respostas também a partir da Beira Baixa. As tarifas internas e os obstáculos deveriam ser removidos para ganharmos outro desenvolvimento.”

O ex-ministro sublinhou que “o Território é uma matéria-prima estratégica, há que ter atenção à descentralização do crescimento que continua a ser litoralizado”.

António Costa Silva realçou ainda que “num ponto de vista da Beira Baixa, a nossa visão era construir um corredor de Cidades Médias inteligentes – Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda, criando motores para o desenvolvimento destas áreas e que queríamos ligar com outras a Espanha. As cidades inteligentes são sustentáveis para a mobilidade na cidade e entre as cidades”.

O antigo governante disse que os recursos humanos e as infraestruturas são”duas condições essenciais para promover o desenvolvimento das regiões e manifesto a minha preocupação pela ausência de financiamento do IC31”, acrescentando que “as Comunidades Intermunicipais têm de se envolver mais e é preciso uma grande Beira a falarem uns com os outros e pedir que seja reposto este financiamento”.

Ainda na ocasião, Ricardo Ambrósio, presidente da SEDES Beira Baixa, referiu que estas iniciativas têm o objetivo de provocar a união dos pensamentos (saudáveis) que ajudem a definir prioridades das ações a desenvolver, na promoção e sustentabilidade do território. Por outro lado, alertam também para a importância na aceleração de investimentos fundamentais ao apoio da qualidade de vida das populações e das empresas e “só assim haverá desenvolvimento das regiões”.