Livro-disco sobre a Viola Beiroa lançado em Idanha-a-Nova

Livro-disco sobre a Viola Beiroa lançado em Idanha-a-Nova

O lançamento do livro-disco “A Viola Beiroa e a Beira Baixa – Tradição e Identidade da Beira Baixa” foi um dos marcos da comemoração do 29º aniversário (2 de fevereiro) do Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova. Este livro-disco resultou de um trabalho de investigação do trio musical “Violas EnCantadas”, composto por José Barros, Ricardo Fonseca e Fernando Deghi. Esta obra, que conta com o prefácio e a análise técnica dos musicólogos Domingos Morais e Manuel Morais, consolida-se como uma ferramenta essencial para a salvaguarda deste instrumento único da Beira Baixa.

A autarquia idanhense refere que na cerimónia de apresentação do livro-disco, a presidente da Câmara Municipal destacou o momento, considerando-o como o culminar de uma estratégia de décadas dedicada à identidade beirã.

No seu discurso, Elza Gonçalves sublinhou que o foco nos instrumentos tradicionais é uma consequência natural do estatuto de Idanha na rede UNESCO, reforçando que a Viola Beiroa é o expoente máximo desta missão.

Num apelo à união regional e à partilha, a autarca sublinhou ainda que este património transcende fronteiras, ao afirmar que a “Viola Beiroa é nossa, mas não é só nossa. Têm de ser nossa e de todos aqueles que desejam um futuro para a cultura tradicional. Nos tempos atribulados em que vivemos, marcados pelo receio da perda de referências, esta é a responsabilidade e o desafio de todos nós”.

Na cerimónia, que decorreu numa das salas de exposições do Centro Cultural Raiano, Paulo Longo, chefe da Divisão de Cultura da Câmara de Idanha-a-Nova, referiu-se ao livro-disco como sendo um espelho das imagens mais interessantes da Beira Baixa, uma vez que contém “as palavras, a música e um design de excelência”, e cujo lançamento coincide com uma data também ela marcante para a Cultura, referindo-se ao aniversário do Centro Cultural Raiano.

Por seu turno, José Barros classificou a obra literária como sendo um “marco de cultura da Beira Baixa”, chamando a atenção para a riqueza das 17 canções nele exibidas. O músico dirigiu-se à presidente da Câmara para deixar um agradecimento pelo apoio prestado pelo Município de Idanha-a-Nova na edição do livro-disco.

Já Carla Raposeira, diretora do Departamento de Cultura da Fundação INATEL, referiu-se à obra como sendo “um livro-disco que é património visual e intergeracional” da Beira Baixa.

Foi também inaugurada a exposição “Requintinha”, com ilustração de Ivone Ralha, que se encontra patente, até ao final do mês de março, no Centro Cultural Raiano.