“Entre lugares, há afetos que viajam” nos Paços do Concelho idanhense

“Entre lugares, há afetos que viajam” nos Paços do Concelho idanhense

O edifício dos Paços do Concelho de Idanha-a-Nova têm patente a instalação fotográfica intitulada “Entre lugares, há afetos que viajam”, no âmbito do Dia Internacional do Migrante (18 de dezembro).

Este projeto mostra as memórias que atravessaram fronteiras e as histórias de coragem, de saudade e de esperança. Através das fotografias em exposição, celebram-se os laços invisíveis que unem pessoas de diferentes origens e que dão forma a uma comunidade mais diversa, mais rica e mais humana.

A Câmara de Idanha-a-Nova refere que nos 33 retratos pode-se observar as mãos que seguram objetos de enorme significado. Ernestina exibe os “sabores da Guiné”, enquanto Lamin mostra o “anel da minha mãe, que já partiu” e Olena as “memórias de família”. Percorrendo a instalação observa-se também o “pente de madeira” de Cláudia bem próximo do “pano Africano de São Tomé” de Rudumila. Prossegue-se, de olhar capturado, a admirar a “gamela de cozinha” de Agostinha, “A minha aliança” de Hegel e a “fotografia das minhas irmãs” de Rutycyley, entre tantas outras imagens que emergem nas histórias de vida partilhadas por quem escolheu o nosso país e o concelho idanhense como um novo destino.

Promovida pelo Gabinete de Apoio às Migrações e Interculturalidade da Câmara de Idanha-a-Nova, esta iniciativa teve o seu início precisamente no Dia Internacional do Migrante e pode ser vista até ao início de 2026.