CIART revisitou a narrativa da Estrela de Belém a partir da história e da astronomia

CIART revisitou a narrativa da Estrela de Belém a partir da história e da astronomia

O CIART – Centro de Interpretação da Arte Rupestre do Vale do Tejo -, em Vila Velha de Ródão, promoveu uma sessão dedicada ao tema “A Estrela de Belém”, convidando Miguel Gonçalves e o público a revisitar este episódio tradicional a partir da astronomia e da história.

Conhecido pela rubrica “A Última Fronteira”, da RTP, Miguel Gonçalves levou até ao CIART uma conversa dedicada ao mistério da Estrela de Belém, que cruzou os relatos bíblicos com as principais hipóteses astronómicas. Durante a apresentação foram expostas várias hipóteses científicas para o fenómeno, como a passagem de um cometa ou diferentes configurações e alinhamentos de planetas visíveis a olho nu, que podem ter marcado o céu há mais de dois mil anos.

A Câmara de Vila Velha de Ródão refere que, naquela que foi uma conversa “acessível, envolvente e participativa”, onde não faltaram as perguntas do público atento, o CIART assumiu a sua missão de promoção de encontros e descobertas, dando aos participantes oportunidade de olhar para a história e pensar que modo a ciência e tradição se relacionam, e que, desde sempre, tem fascinado a humanidade. De fontes recentes da investigação em astronomia, sabe-se que não houve, naquela altura, nenhum fenómeno astronómico de relevo. Ter-se-ia que recuar algumas centenas de anos para que aquela hipótese se pudesse considerar.