O Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, comemora o seu 29º aniversário na 2ªfeira, 2 de fevereiro, e a viola beiroa, instrumento emblemático da Beira Baixa, será a grande homenageada.
Tendo como ponto de partida a edição do livro-disco “A Viola Beiroa: Tradição e Identidade da Beira Baixa”, às 20h30, realiza-se o lançamento desta publicação da responsabilidade do trio Violas EnCantadas, constituído por José Barros, Fernando Deghi e Ricardo Fonseca.
Às 21h, é inaugurada a exposição “Requintinha”, de Ivone Ralha, que reúne a obra gráfica do livro-disco, que será apresentado em concerto, às 21h30, no auditório. Ao grupo Violas EnCantadas vão juntar-se inúmeros convidados: Adufeiras de Idanha-a-Nova, Amélia Fonseca e Adosinda Xavier (Adufeiras de Monsanto), Idalina Gameiro, Isabel Silvestre, José Manuel Neto, Pedro Jóia, Catarina Anacleto e Soukhaina Fahsi (Marrocos).
A autarquia idanhense conta que, desenvolvido desde julho de 2025, o projeto “A Viola Beiroa: Tradição e Identidade da Beira Baixa” envolveu a recolha de repertório tradicional, a elaboração de arranjos musicais e a definição de caminhos interpretativos que permitam construir um registo contemporâneo da viola beiroa, tendo o grupo realizado três residências artísticas no Centro Cultural Raiano, incluindo a gravação de grande parte das músicas. Originária da Beira Baixa, a viola beiroa integra a família das violas de arame portuguesas, distinguindo-se pela sua requinta, característica única que lhe confere um timbre inconfundível e uma expressividade singular.
O livro inclui também anotações técnicas e musicológicas, entre outros, de Domingos Morais e Manuel Morais, musicólogos que estarão presentes aquando da apresentação, ao lado de Nuno Pacheco, redator-principal de Cultura do jornal Público; Carla Raposeira, diretora do Departamento de Cultura da fundação INATEL; Rui Moreno, fotógrafo; e Ana Sofia Carvalheda, autora e realizadora da Antena 1.
O Município de Idanha-a-Nova frisa que, inaugurado em 1997, o Centro Cultural Raiano tem desenvolvido um papel preponderante na programação cultural do território, enquanto eixo estruturante de uma estratégia de descentralização da oferta e produção cultural e artística, garantindo uma programação transversal e inclusiva a diferentes públicos, alavancada nos últimos anos pelo facto de integrar a Rede de Teatro e Cineteatros Portugueses, promovida pela Direção-Geral das Artes.
Com o projeto “A Viola Beiroa e a Beira Baixa – Tradição e Identidade da Beira Baixa”, este espaço cultural propõe uma atualização e uma reflexão em torno de um dos mais antigos instrumentos de corda de Portugal e celebra a cultura beirã através da música, da palavra e da memória. Desta forma, o Centro Cultural Raiano e o Município de Idanha-a-Nova consolidam o desígnio inicial da atribuição a Idanha-a-Nova da chancela de Cidade Criativa da UNESCO, na área da Música, que assinalou em dezembro de 2025 o 10º aniversário e cujas comemorações se estendem ao longo de 2026.