Início Site Página 979

Município de Oleiros reforça o combate à “vespa asiática”

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Oleiros procedeu, em agosto, à destruição de meia centena de ninhos de Vespa Velutina, mais conhecida por “vespa asiática”.  A remoção dos ninhos é realizada com recursos próprios da Câmara de Oleiros, envolvendo uma equipa especializada e equipamentos que seguem as orientações técnicas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, explica a autarquia.

O presidente da Câmara Municipal assegura que além do equipamento já adquirido, o Município está a reforçar os meios utilizados nesta operação para “sermos mais ágeis e eficazes”, num investimento no valor de 1.400€. Miguel Marques afirma que “estamos empenhados em responder prontamente aos casos reportados pela população”.

O autarca recorda que “desde cedo, apoiamos os apicultores no combate à crescente presença da vespa velutina e aos impactos que esta espécie causa na produção apícola”.

Nos últimos dois anos, o Município de Oleiros distribuiu mais de 400 armadilhas para a captura desta espécie e “esta medida revelou-se eficaz”. Estas armadilhas continuam a ser disponibilizadas gratuitamente pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Oleiros.

Investigadores do IPCB defendem proteção da abrótea da Gardunha

Considerada, de acordo com a Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental, “em perigo crítico de extinção”, a Asphodelus bento-rainhae subsp. bento-rainhae, conhecida por abrótea-portuguesa, é um endemismo regional circunscrito à vertente norte da serra da Gardunha, em particular no subcoberto de castinçais e carvalhais e respetivas orlas arbustivas e herbáceas, mas também em áreas de pomar ou taludes e orlas de caminhos.

No entanto, devido à evolução no uso do solo, o seu habitat tem vindo a diminuir e a fragmentar-se, maioritariamente em resultado quer do aumento da área de cerejal sujeita à aplicação de herbicidas, quer dos incêndios recorrentes de grandes dimensões que potenciam a expansão de espécies invasoras e a reconversão dos bosques caducifólios em povoamentos florestais de pinheiro.

Nesta linha, ao longo dos últimos anos investigadores da Escola Superior Agrária, de Castelo Branco, têm vindo a levar a cabo diversos estudos sobre a conservação da biodiversidade das comunidades de abrótea da Gardunha, ao abrigo do programa integrado de investigação científica e desenvolvimento Cultivar, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional, através do Programa Operacional Regional Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia.

É o caso da investigação realizada por Alice Maria Almeida, Fernanda Delgado, Natália Roque, Maria Margarida Ribeiro e Paulo Fernandez, transposta para o artigo “Multitemporal land use and cover analysis coupled with climatic change scenarios to protect the endangered taxon Asphodelus bento-rainhae subsp. bento-rainhae”, recentemente publicado na revista científica internacional Plants, conta o IPCB – Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Neste trabalho foram tidos em conta parâmetros como a área, a distribuição atual e o nível de abundância da subespécie lusitana da abrótea-portuguesa, a que se somam a análise genética de populações ou as diversas formas de propagação.

Embora se preveja que a vegetação do Mediterrâneo venha a sofrer com as alterações climáticas, a equipa do IPCB constatou serem outros os fatores passíveis de contribuir para a extinção da abrótea no seu ambiente natural. E indica várias medidas para promover a sustentabilidade económica do cerejal, favorecendo em simultâneo a conservação e a gestão do habitat da planta em risco e da comunidade vegetal que a integra.

InovCluster promove a participação de dois certames Internacionais junto das PME do agroalimentar

O Nordic Organic Food Fair, na Suécia; e Alimentaria Barcelona, em Espanha; são duas das Feiras que a InovCluster, com sede em Castelo Branco, se encontra a promover com o objetivo de apoiar a participação das PME do Agroalimentar.

Em nota é referido que a feira sueca está marcada para os dias 15 e 16 de novembro, em Malmö, e é o maior evento de comércio de alimentos e bebidas orgânicos certificados na região nórdica. Este é um evento essencial para a indústria dos alimentos orgânicos, já que serve como ponto de encontro entre consumidores, fabricantes, produtores e fornecedores de produtos orgânicos certificados. Esta feira conta com mais de 400 empresas expositoras e permite o networking com mais de 5.500 profissionais desta indústria.

Já a Alimentaria Barcelona, por sua vez, irá decorrer de 18 a 21 de março de 2024, e é considerada a maior feira do setor agroalimentar de Espanha. Face à proximidade geográfica e ao facto de Espanha representar o principal mercado consumidor do agroalimentar português, a presença de um conjunto de empresas no âmbito deste projeto é decisiva para aumentar as exportações das empresas do projeto a curto e médio prazo. A última edição, contou com mais de 100 mil visitantes, cerca de 3 mil expositores e mais de 2 mil compradores convidados.

Equipa FUSILLI de Castelo Branco marcou presença em reunião realizada na Itália

A equipa FUSILLI de Castelo Branco marcou presença em Turim, Itália, numa reunião que contou com os 34 parceiros europeus deste projeto, com o intuito de discutir o progresso do projeto financiado pelo programa de Investigação e Inovação da Comissão Europeia, Horizonte 2020.

O CATAA – Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar -, com sede em Castelo Branco, explica que o projeto FUSILLI tem como objetivo implementar sistemas alimentares mais sustentáveis, saudáveis, inclusivos e justos em áreas urbanas e na sua proximidade. Para atingir este objetivo e enfrentar os desafios, o FUSILLI criou uma rede de partilha e aprendizagem com 12 cidades europeias, nas quais Castelo Branco é a única cidade portuguesa participante. As cidades têm poderes para implementar políticas e ações inovadoras e personalizadas, em linha com as prioridades do FOOD2030. Para esta transformação dos sistemas alimentares, estão a ser criados um ou mais laboratórios vivos em cada cidade, chamados de “Living Labs”.

Os parceiros reúnem-se a cada seis meses em cada uma das cidades europeias participantes para delinear estratégias, realizar workshops, consolidar alianças, e principalmente conhecer o ecossistema local e as diferentes estratégias implementadas por cada país parceiro. Desta vez foi na cidade de Turim, Itália.

O Município local organizou um conjunto de reuniões informativas que proporcionou a mais de 50 parceiros de toda a Europa descobrir os esforços diversificados e notáveis de Turim para melhorar seu sistema alimentar local e compartilhar esse conhecimento.

A próxima reunião de todo o consórcio FUSILLI está marcada para 13 a 15 de novembro e vai realizar-se em Castelo Branco. A organização está a cargo dos 3 parceiros locais do FUSILLI, sendo eles, o Município de Castelo Branco, o CATAA e a InovCluster, com o apoio do líder do projeto, a Fundacion CARTIF (Espanha).

Conhecer os 75 anos de história dos Bombeiros Voluntários de Oleiros

A exposição “75 Anos ao Serviço da Comunidade” da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros encontra-se patente na Galeria Municipal de Oleiros, situada no Multiusos das Devesas Altas.

Se acordo com a autarquia local, já visitaram esta exposição cerca de 700 pessoas.

Esta mostra, que tem a curadoria de Alberto Ladeira, tem a fotografia como ponto principal, mas não só. Contém ainda equipamentos que eram utilizados noutros tempos e que fazem parte da história desta corporação.

A exposição está patente ao público até 8 de outubro.

Colóquio “Dias Templários” em Monsanto

A próxima edição do colóquio “Dias Templários” terá lugar no Baluarte de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, este sábado, 9 de setembro.

Além da abordagem à temática medieval, transposta para a atualidade sob a forma de atração turística e envolvendo a comunidade e visitantes, serão destacados os produtos endógenos da Bio-Região e o trabalho do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO na conservação, memória e sustentabilidade do território, explica a autarquia idanhense.

Neste seguimento, haverá ainda um momento para falar sobre a importância da museologia nos dias de hoje.

Às 12h30 está marcado o hastear da bandeira e a abertura do acampamento militar. O “À Conversa Com…”: Museologia nos dias de hoje tem início para as 15h30. O arrear da bandeira e o encerramento do acampamento militar acontece às 18h.

Durante o dia há esgrima histórica, arco e besta históricos, artes e ofícios, danças medievais, Romaria de Nossa Senhora da Azenha, visita livre ao Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO e ainda o Mercado da Bio-Região vai a Monsanto (a partir das 10h, no Posto de Turismo).

Campo Arqueológico de Proença-a-Nova revela novas descobertas na Bateria das Baterias

A campanha de 2023 do Campo Arqueológico de Proença-a-Nova pôs a descoberto vestígios do piso original de um caminho de acesso ao forte a partir do lado sul na Bateria das Baterias, em Catraia Cimeira, e que se acredita ter tido influência naquela estrutura militar.

Segundo a autarquia proencense em nota, na Bateria das Baterias, o objetivo era dar continuidade aos trabalhos de 2018, com o objetivo de escavar o aterro interno, identificar a localização do armazém de pólvora e de outras estruturas que possam incorporar a bateria. De acordo com Mário Monteiro, responsável pelos trabalhos neste primeiro campo foi dado um grande avanço nas investigações.

As investigações prosseguiram com o 2º Campo na Anta da Moita da Galinha, em Moitas, tendo como objetivo principal a salvaguarda física e de conhecimento acerca desta sepultura pré-histórica, integrável no conjunto megalítico das Moitas, prevenindo danos involuntários relacionados com o uso do solo (rede viária e povoamento florestal) e eventuais danos que possam ocorrer em consequência do aumento da carga humana sobre este sítio, com a sua integração no percurso pedestre PR1 PN História na Paisagem.

No total, a campanha deste ano contou com 14 estudantes, 5 arqueólogos e uma pintora/desenhadora de peças, a grande maioria repetente que regressam a Proença-a-Nova ano após ano, não só pelo contexto histórico das investigações, mas pela “comida, local, ambiente, as pessoas. Proença-a-Nova é acolhedora e somos sempre muito bem tratados aqui”, revelam as alunas de arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Uma das alunas acrescentou que “além disso, como estudantes aprendemos bastante no contexto prático, foi aqui que realizei o meu primeiro trabalho de campo em pré-história e isso também me influenciou a seguir esta linha de estudo no Mestrado”.