A Igreja de Santa Maria do Castelo, acolheu uma visita guiada, no âmbito na programação do evento “Castelo Branco – Terras Templárias 2025”, que foi acompanhada por Paulo Almeida Fernandes, membro do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; e pelos investigadores Pedro Salvado e Júlio Vaz de Carvalho.
A autarquia albicastrense refere que a Igreja de Santa Maria do Castelo foi dessacralizada para integrar o Centro de Interpretação Mestre Templário Pedro Álvares Alvito – fundador da cidade – que é um local imersivo que leva os visitantes a conhecer a identidade histórica da cidade de Castelo Branco e diversas dimensões relacionadas com a Ordem do Templo e o crescimento e desenvolvimento da Urbe a partir do Foral de Pedro Álvares Alvito.
As obras de requalificação realizadas “permitiram reverter o processo de degradação existente no edificado, de modo a preservar e valorizar as características singulares e autênticas deste património”.
Para Paulo Almeida Fernandes, “Santa Maria do Castelo é mais do que uma igreja, é o monumento-memória da história de Castelo Branco. Hoje sabemos mais sobre este espaço, mas as novas conclusões motivam mais perguntas e, afinal, é ainda muito pouco o que julgamos saber”.
Através de um polo de atratividade e conhecimento, incorporado na oferta turística do concelho e da região, “a igreja será transformada e terá novas vidas, esperando-se mais visitantes, mais pés e mais olhos que a possam entender”, referiu Paulo Almeida Fernandes.
Além de vários achados arqueológicos, como pedras tumulares templárias, no chão da nave da igreja, está o túmulo onde repousam os restos mortais do poeta João Roiz de Castelo Branco e alguns familiares.
O arcaz (armário) da Sacristia foi reaproveitado para expor materiais das escavações e também se será possível ver ossadas e outros elementos, como medalhas religiosas, cruzes, fivelas e chaves.