A Herdade da Granja, no concelho de Idanha-a-Nova, abriu as portas à região, no último sábado, 26 de setembro. Na primeira edição do Dia da Boomland, a propriedade junto a Idanha-a-Velha trocou a multidão internacional do festival pelos residentes da Beira Baixa. Vieram famílias, crianças, seniores e novos residentes — cerca de mil pessoas, muitas delas pela primeira vez, — interessadas em conhecer um lugar de que sempre ouviram falar, revela a organização. A entrada foi livre e os pré-registos esgotaram antes do dia. A data não foi escolhida por acaso: passaram dez anos desde que a organização decidiu, em setembro de 2016, fazer da herdade a sua casa definitiva. O encontro nasceu como um agradecimento a quem a acolheu, mas vai repetir-se todos os anos.
Durante todo o dia, a herdade viveu a um ritmo mais calmo do que o dos grandes eventos. Houve passeios pela natureza e pelas esculturas e peças de arte espalhadas pelo terreno, e mostrou-se o trabalho de regeneração da paisagem que ali se faz ao longo do ano. Ouviu-se a viola beiroa ao lado de um DJ set de world music e houve yoga, dança e oficinas para todas as idades. À mesa, o chef Miguel Rocha Vieira, com raízes no distrito, reinterpretou os sabores da região. Uma forma de aproximar a Boomland de quem vive no território, antes de o Boom regressar em julho de 2027 para comemorar os 30 anos.
O cofundador e membro da direção Idanha Culta afirma que “foi uma primeira experiência que, espero, tenha sido bem conseguida. Recebi mensagens muito positivas. Claro que para o ano será melhor. Espantosamente, por vezes é mais difícil para nós organizar eventos mais pequenos, como este, do que o Boom Festival. Foi uma boa aprendizagem”. Artur Mendes recorda que, em 2025, “tivemos ações que abrangeram Idanha-a-Nova, Ladoeiro, Zebreira, Monsanto e Penha Garcia. Hoje, quisemos juntar muitas destas pessoas. O Dia da Boomland é, portanto, uma nova iniciativa que reforça a ideia de trazermos cultura, arte e públicos à região”.
Já a presidente da Câmara de Idanha-a-Nova disse que “costumo dizer que o Boom não é apenas importante para Idanha e para a região, é importante para o país inteiro. É um evento que consegue unir a nossa cultura, a nossa natureza, o ambiente e a sustentabilidade, mas também a atividade turística”.
Elza Gonçalves, frisou que o festival Boom “consegue atrair pessoas do mundo inteiro para Idanha-a-Nova e promove o nosso território internacionalmente. O Dia da Boomland é muito importante porque convida toda a comunidade a visitar esta herdade e o trabalho que nela é feito”.
Também a administradora regional da Agência Portuguesa do Ambiente esteve presente, considerando que “este projeto tem respeito pelo território, pelo ambiente e pelos recursos hídricos, o que é extremamente importante e diferenciador”.
Teresa Álvares acrescentou que “quando assim é, gostamos de fazer parte e queremos ser considerados parceiros”.