A UGT Castelo Branco realizou o seu Conselho Geral, no qual foram apresentados, discutidos e aprovados documentos estratégicos relevantes para a atividade sindical, nomeadamente o Orçamento e o Plano de Atividades para o ano de 2026.
Na mesma reunião, foi igualmente efetuado um balanço muito positivo, da Greve Geral realizada a 11 de dezembro, levada a cabo em concertação pelas duas Centrais Sindicais, onde a UGT Portugal, os sindicatos filiados com representação no distrito de Castelo Branco e seus trabalhadores, assumiram a adesão com ações de destaque, quer na rua, quer junto de Organismos do Sector Público e Privado, é referido em comunicado.
Neste Conselho Geral, o secretariado executivo da UGT Castelo Branco apresentou ao presidente da Mesa da Assembleia duas Moções, consideradas “de grande relevância para o futuro do interior do país”, ambas aprovadas por unanimidade e aclamação por todos os conselheiros. A primeira manifestava a oposição à instalação de 14 megaprojetos fotovoltaicos na Beira Baixa, que ocupam mais de 3.700ha, incluindo o Projeto Sophia. A UGT defende as energias renováveis, mas considera inaceitável a sua implementação em terrenos agrícolas, florestais ou junto a habitações, defendendo uma transição energética justa, planeada e respeitadora do território e das populações. A outra moção, a UGT Castelo Branco manifesta profunda preocupação com a ameaça à distribuição de jornais no interior do País, alertando para os riscos de isolamento informativo, descriminação, agravamento da desertificação e enfraquecimento da democracia. A UGT Castelo Branco reafirma que o acesso à informação é um direito fundamental e não pode ficar dependente de critérios exclusivamente económicos.
A UGT Castelo Branco reafirma, assim, o seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores, da coesão territorial/social e do desenvolvimento sustentável do interior.
Esta união de sindicatos refere ainda que irá apresentar as deliberações tomadas nesta Assembleia ao poder político local e aos representantes parlamentares do distrito, na Assembleia da República.