A Terceira Pessoa promove a 7ª edição do SINGULAR, um ciclo de programação artística pluridisciplinar que vai decorrer durante o mês de outubro em Castelo Branco, reunindo sete propostas de criação contemporânea entre instalação, teatro, performance e música.
Ao longo do mês, o festival vai ocupar quatro espaços culturais do concelho: Fábrica da Criatividade, Cine-Teatro Avenida, Clube de Castelo Branco e Centro Cultural de Alcains. Entre experiências imersivas, monólogos, criações performativas e propostas musicais, esta programação oferece perspetivas singulares da criação contemporânea, pensadas para diferentes públicos e faixas etárias.
A organização refere que a programação reúne artistas nacionais com percursos distintos, convocando diferentes formas de olhar questões como a memória, a identidade, a relação entre corpo e espaço, as transformações sociais e ambientais e os processos de criação artística.
A edição de 2026 arranca a 3 de outubro, na Fábrica da Criatividade, com “Through the Chiral Veil”, de Nemorea/Filipe Baptista e Sara Abrantes, uma instalação imersiva que articula escultura interativa e realidade virtual. Seguem-se três propostas de teatro, “Álbum de Família” (10 de outubro – Fábrica da Criatividade, com iLGP), de Lúcia Pires, uma criação sobre memória e passagem do tempo; “A Teoria da Bolacha” (14 de outubro – Centro Cultural de Alcains), do teatromosca e HIPÉRION Projeto Teatral, que aborda o impacto ambiental e social da poluição industrial; e “Beatriz by Beatriz Wellenkamp Carretas” (17 de outubro – Cine-Teatro Avenida), do Colectivo 84, um monólogo que cruza realidade e ficção para refletir sobre identidade e representação.
Na reta final do festival, o Coletivo AND em performance de Fernanda Eugénio, apresenta “Resfôlego”, uma performance que convida o público a experienciar a cidade através da imprevisibilidade e da atenção ao espaço comum (24 de outubro – Parque do Barrocal). A componente musical fica a cargo d’As Docinhas (24 de outubro – Clube de Castelo Branco); e o encerramento será com o teatro-performance “Afro Saloyá” (31 de outubro – Fábrica da Criatividade), de Isabél Zuaa que cruza música, ritual, palavra e performance numa reflexão sobre identidade, memória e pertença.
A Terceira Pessoa frisa que, desde a sua criação, o SINGULAR tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas e diferentes comunidades, promovendo o acesso à criação contemporânea e contribuindo para a valorização cultural de Castelo Branco através de uma programação assumidamente experimental e pluridisciplinar.