As aldeias de Paiágua e Rochas de Cima, na freguesia de Almaceda, no concelho de Castelo Branco, acolheram ações de sensibilização organizadas pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Castelo Branco, com a presença de diversas entidades ligadas a esta área.
A autarquia albicastrense explica que o principal objetivo foi sensibilizar as populações sobre medidas de autoproteção em caso de emergência e necessidade de evacuação.
Durante as sessões, foi distribuído aos habitantes material informativo sobre como agir em caso de incêndio, a importância da construção de um Kit de Emergência e de um Plano de Emergência Familiar, visando aumentar a resiliência dos aglomerados populacionais perante o risco de incêndios rurais.
A coordenadora Municipal do Serviço de Proteção Civil explicou que a implementação destes programas exige a elaboração de um plano, que define a missão de cada entidade envolvida e locais de Abrigo e Refúgio, a instalação de sinalética e a definição do Oficial de Segurança Local. Teresa Fonseca reforçou que “este programa é fundamental para garantir que a comunidade, se for afetada por um incêndio rural ou outra catástrofe, possa reagir de forma segura e organizada”.
A iniciativa incluiu a entrega simbólica às duas aldeias de um Kit para o Oficial de Segurança Local, de uma caixa de primeiros socorros para o Abrigo e de um kit de emergência para cada família, fornecidos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara de Castelo Branco, presente numa das sessões, realçou a importância do programa para garantir uma maior proteção em caso de catástrofe, sublinhando que, embora a Proteção Civil promova esta iniciativa, o sucesso depende do envolvimento de cada cidadão.
Durante os encontros, foi explicado o funcionamento prático do programa. Cada aldeia passará a contar com um Oficial de Segurança Local – um residente local que assumirá um papel catalisador na operacionalização de avisos, evacuação e encaminhamento para locais de Abrigo ou Refúgio. Foram também divulgados os caminhos de evacuação e os locais de Abrigo e Refúgio para cada localidade, que se encontram já devidamente sinalizados.
Gabriel Martins, presidente da Junta de Freguesia de Almaceda, destacou a importância da cooperação institucional, salientando que a Junta é o órgão mais próximo dos cidadãos e que são os autarcas locais que conhecem melhor as localidades, as estradas, os caminhos e as pessoas. A freguesia de Almaceda conta agora com 10 aldeias com o Programa “Aldeias Seguras” e “Pessoas Seguras”.
Nas próximas semanas, os projetos vão ser implementados nas freguesias de Santo André das Tojeiras, Sarzedas e São Vicente da Beira. Em 2025, o concelho de Castelo Branco contava com 75 aldeias e lugares integrados neste projeto, que passarão nos próximos meses por uma fase de revalidação e teste de procedimentos (exercícios ou simulacros).