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SEMPRE por todos lamenta rejeição da gratuitidade dos transportes e volta a exigir plano para climatização das escolas

SEMPRE por todos lamenta rejeição da gratuitidade dos transportes e volta a exigir plano para climatização das escolas

A coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP) apresentou, na última reunião pública da Câmara de Castelo Branco (18 de setembro), uma moção propondo a gratuitidade dos transportes públicos para todos os residentes do concelho, que acabou por ser rejeitada com os votos contra do PS e da IL.

Para a coligação, a medida representaria um passo importante na política municipal de mobilidade, com impacto direto nas famílias e capacidade para incentivar uma maior utilização do transporte público.

A vereadora Margarida Lourenço Duarte afirma: “lamentamos que a proposta tenha sido rejeitada. A gratuitidade seria um incentivo concreto à utilização dos transportes públicos e um apoio direto às famílias. Não desistimos desta ideia e, paralelamente, continuaremos a defender melhores horários, mais ligações e uma rede que responda verdadeiramente às necessidades de todo o concelho”.

Na mesma reunião foi aprovada por unanimidade uma moção apresentada pelo PS em defesa da instalação do Tribunal Central Administrativo do Centro em Castelo Branco, que contou com o voto favorável dos vereadores da coligação.

O SEMPRE por todos (PSD-CDS/PP) sublinha, que “o apoio a este objetivo não impede a fiscalização das responsabilidades que cabem ao próprio Município, recordando que existem compromissos assumidos no protocolo celebrado para a instalação do Tribunal que não foram cumpridos nos prazos previstos”.

Foi durante a reunião que o presidente da Câmara anunciou a abertura do concurso para a obra de adaptação do edifício adquirido para receber o Tribunal, quase 3 anos depois de adquirir o imóvel por 950 mil euros.

Margarida Lourenço Duarte salienta que “votámos favoravelmente porque queremos o Tribunal Central Administrativo do Centro em Castelo Branco e estaremos ao lado de tudo o que reforce a centralidade do nosso concelho. Mas não podemos exigir aos outros aquilo que não fazemos da nossa parte. Há um protocolo assinado em outubro de 2023, há responsabilidades assumidas pelo Município e houve prazos que não foram cumpridos. Para se exigir que o ministério da justiça cumpra, a verdade é que este processo já deveria estar mais avançado”.

A Educação voltou também a estar em destaque, com a vereadora Margarida Lourenço Duarte a insistir “na necessidade de um investimento municipal urgente na climatização das salas de aula”.

O Executivo reiterou que o Município tem vindo a investir nesta área, mas, segundo a coligação, não foi apresentado qualquer compromisso ou calendário que permita saber quando todas as salas de aula estarão abrangidas.

A vereadora disse frisou que “não basta dizer que se está a investir. Precisamos de saber qual é o plano, quais são as prioridades e quando teremos todas as salas com condições adequadas. Estamos a falar do conforto e bem-estar das nossas crianças, professores e auxiliares, no calor e no frio. Este investimento tem de ser tratado como uma prioridade e continuaremos a insistir até existir uma resposta concreta”.

Ainda durante a reunião, os vereadores do SEMPRE por todos pediram esclarecimentos sobre os custos e balanço do Sabores de Perdição, a situação do Cemitério de Castelo Branco após a tempestade Kristin, as contas da Naturtejo e pagamentos em falta a trabalhadores da Residência de Estudantes.

Foram igualmente levadas ao Executivo várias questões transmitidas diretamente por cidadãos, relacionadas com passadeiras na Avenida Pedro Álvares Cabral e junto à Igreja de Nossa Senhora da Graça, o estado dos blocos A, C e D do Bairro de Santiago e situações por resolver na Rua Eng.º Pires Marques.

A coligação destaca ainda a participação de três cidadãos no período destinado à intervenção do público, considerando importante que cada vez mais albicastrenses acompanhem e participem diretamente nas reuniões públicas da Câmara de Castelo Branco.