A segurança das pessoas e a proteção de uma infraestrutura essencial ao abastecimento público de água são as principais razões que justificam a manutenção do encerramento do Miradouro de São Gens, em Castelo Branco, na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin.
A vice-presidente da Câmara Municipal, esclarece que o espaço foi encerrado imediatamente após o temporal devido à queda de árvores, à instabilidade dos taludes e às condições de risco criadas pela intempérie, tornando inevitável a sua interdição por razões de segurança.
Logo após a tempestade, o Município refere que desencadeou operações de limpeza de emergência, procedendo à remoção manual das copas, ramos e folhagens das árvores caídas. No entanto, permanecem no local cepos de grandes dimensões, muros derrubados e outros materiais cuja remoção exige uma intervenção especializada.
Segundo Sónia Mexia, a permanência destes elementos no terreno não resulta de qualquer atraso nos trabalhos de limpeza, mas da elevada complexidade técnica da intervenção. O Miradouro de São Gens é um dos espaços mais emblemáticos da cidade, mas alberga também uma das mais importantes infraestruturas do sistema de abastecimento de água de Castelo Branco. Sob o miradouro localiza-se o Reservatório de São Gens, uma infraestrutura estratégica do sistema de abastecimento de água da cidade de Castelo Branco, responsável pelo fornecimento de água a milhares de habitantes. É igualmente a partir deste reservatório que é alimentado o Reservatório do Castelo, situado a uma cota superior, assegurando a continuidade do abastecimento a uma parte significativa da cidade.
A autarquia frisa que a intervenção é condicionada por um conjunto de fatores técnicos particularmente exigentes. Além de o Miradouro se localizar sobre o Reservatório de São Gens, encontra-se implantado numa encosta de forte declive, circunstâncias que dificultam significativamente o acesso ao local, a utilização de equipamentos pesados e as operações de remoção dos grandes cepos, dos muros derrubados e dos restantes materiais. Por essa razão, a intervenção não pode ser realizada através de uma operação convencional, exigindo um planeamento rigoroso e soluções de engenharia específicas. Uma intervenção precipitada ou inadequadamente executada poderia comprometer a integridade estrutural do reservatório, colocando em causa uma infraestrutura essencial ao abastecimento público de água e afetando milhares de pessoas. É precisamente para evitar esse risco que o Município albicastrense sublinha que tem privilegiado uma abordagem técnica, criteriosa e responsável, garantindo que todas as operações sejam planeadas de forma a proteger simultaneamente a segurança dos trabalhadores, a estabilidade da encosta e a integridade desta infraestrutura essencial.
A vice-presidente da Câmara Municipal diz que “colocar maquinaria sobre esta zona poderá comprometer a estrutura física do reservatório. A intervenção é complexa e, se fosse simples, à data de hoje já estaria concluída”, sublinhando que nenhum executivo responsável pode reabrir um espaço sem garantir todas as condições de segurança nem colocar em risco uma infraestrutura essencial como o Reservatório de São Gens.
Assim, a reabertura do Miradouro irá depender, por isso, da conclusão do planeamento e da execução das soluções técnicas necessárias para garantir a segurança dos visitantes e salvaguardar o normal funcionamento do sistema de abastecimento de água.
Sónia Mexia acrescenta que “o Miradouro de São Gens reabrirá quando estiverem reunidas todas as condições técnicas para garantir a segurança dos visitantes e a proteção de uma infraestrutura essencial para Castelo Branco”.
A Câmara de Castelo Branco diz que mantém-se inalterado o compromisso de devolver o Miradouro de São Gens à população, preservando simultaneamente a segurança dos cidadãos, a integridade do património municipal e a continuidade de um serviço público tão essencial como o abastecimento de água.
Desde a passagem da tempestade Kristin, o Município realça que tem desenvolvido um trabalho contínuo e faseado de recuperação dos danos provocados em todo o concelho, conciliando as intervenções de emergência com as múltiplas necessidades de manutenção e funcionamento diário dos serviços municipais. A recuperação de infraestruturas desta natureza exige avaliações técnicas, planeamento, soluções de engenharia e o cumprimento dos procedimentos legalmente previstos em matéria de contratação pública, etapas indispensáveis para garantir intervenções realizadas com segurança, transparência e rigor. A autarquia mantém-se, por isso, totalmente empenhada em devolver à população o Miradouro de São Gens e os restantes espaços afetados, assegurando que cada intervenção é executada de forma responsável, no respeito pelo interesse público e com a qualidade, o rigor e a segurança que os albicastrenses merecem e exigem.