A Bienal Internacional de Artes e Ofícios de Castelo Branco consubstanciou-se num enorme sucesso, consolidando o concelho e a região como um ponto de encontro e de partilha de abrangência internacional.
Quem o diz é a Câmara de Castelo Branco, em nota, onde refere que, realizado no Centro de Cultura Contemporânea, o evento reuniu artesãos, artistas, investigadores, autarcas, consultores e representantes de diversas instituições do país e do estrangeiro, demonstrando o interesse contínuo e a afirmação de Castelo Branco enquanto Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artesanato e Artes Populares.
A expressiva presença destas personalidades e entidades sublinhou o caráter marcadamente internacional da iniciativa, projetando Castelo Branco no centro de uma rede global de cooperação cultural e institucional, frisa a autarquia.
O cruzamento entre países lusófonos, como Portugal, Brasil e Cabo Verde, e a articulação direta com outras Cidades Criativas da UNESCO permitiram potenciar novas parcerias estratégicas, partilhar boas práticas de salvaguarda do património imaterial e demonstrar a capacidade de atração e liderança da cidade no ecossistema global das artes e ofícios.
Ao longo de dois dias intensos de debates, exposições e momentos artísticos, exploraram-se temas fundamentais como o valor do património, a economia criativa, a inovação no artesanato tradicional — com particular evidência para o Bordado de Castelo Branco — e a cooperação entre territórios.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara de Castelo Branco destacou a relevância de projetar os saberes tradicionais no futuro, afirmando que “é com enorme satisfação que vos dou as boas-vindas a Castelo Branco e à Bienal Internacional de Artes e Ofícios. Hoje abrimos as portas de uma iniciativa que nasce de uma convicção muito simples, mas muito importante: os saberes tradicionais só permanecem vivos se forem capazes de dialogar com o presente e de construir caminhos para o futuro. O artesanato, as artes e os ofícios tradicionais são antes de mais património, memória e identidade de comunidades, mas não queremos olhar para esta herança apenas com nostalgia. Queremos olhar para ela como um recurso vivo, capaz de criar valor, gerar oportunidades e estabelecer pontes entre culturas e pessoas”. Leopoldo Rodrigues sublinhou também o peso do reconhecimento internacional da cidade e o compromisso assumido perante a comunidade e a rede de parceiros, ao frisar que “somos uma Cidade Criativa da UNESCO na área do artesanato e artes populares e assumimos essa distinção não apenas como um reconhecimento, mas sobretudo como uma responsabilidade — para com os nossos artesãos, para com o nosso património, para com as novas gerações e com a rede de cooperação que aqui criamos. Que estes dias sejam de encontro, de descoberta, de partilha e de inspiração, e que os contactos aqui estabelecidos e aprofundados continuem a gerar frutos para o bem e para além desta Bienal”.
O evento, organizado pela Câmara de Castelo Branco, evidenciou o valor do intercâmbio territorial e internacional com a presença de um conjunto vasto de individualidades.
Nas conclusões finais, ficou claro que preservar exige criar condições reais para que a tradição continue a ser praticada, reinventada e transmitida, aproximando os saberes ancestrais ao design, à tecnologia e ao ecossistema do empreendedorismo.
No encerramento dos trabalhos, foi expresso, pela Chefe de Divisão de Museus e Cultura o orgulho no sucesso do evento, destacando a união e a partilha vividas ao longo dos dois dias. Sónia Abreu referiu que “o Município de Castelo Branco assumiu o compromisso de transformar os contactos gerados em novas parcerias estratégicas, garantindo que a cidade continue a ser um polo de diálogo entre a tradição e a contemporaneidade e perspetivando já os frutos a apresentar na próxima edição da Bienal, agendada para daqui a dois anos”.