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Sábado, Outubro 10, 2026
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Reunião inconclusiva sobre o IC31 e a EX-A1 deixa ligação transfronteiriça no impasse

Reunião inconclusiva sobre o IC31 e a EX-A1 deixa ligação transfronteiriça no impasse

De acordo com a informação que chegou relativa à reunião entre a Junta da Extremadura e o Ministério das Infraestruturas e da Habitação,  a ATE – Aliança Territorial Europeia – Norte da Extremadura e Beira Baixa e a Aliança Ibérica manifestam o seu profundo desagrado com o resultado da reunião realizada em Lisboa, na 4ªfeira, 2 de setembro.

A Aliança Ibérica faz saber que rejeita categoricamente a suspensão do início das obras da “Autoestrada da Esperança”, anunciada pelo Conselheiro das Infraestruturas, Francisco Ramírez, sob o pretexto do impasse da Ponte Internacional do Erges. Assim, a província de Cáceres, a Extremadura, a Beira Baixa e o Alto Alentejo reafirmam que “não podem continuar isoladas”.

O resultado desta reunião representa “um duro golpe na mobilidade, na competitividade empresarial, no emprego, no turismo ibérico e no combate ao despovoamento dos territórios do interior”.

Nesse sentido, a Aliança Ibérica apela à presidente da Extremadura, María Guardiola, e ao primeiro-pinistro de Portugal, Luís Montenegro, para que assumam a liderança política e garantam nos orçamentos de 2027 o início dos dois primeiros troços: de Moraleja a Cilleros (Espanha) e de Alcains a Proença-a-Velha (Portugal); exigem aos ministros espanhóis dos Negócios Estrangeiros (Albares) e dos Transportes (Puente) máxima rapidez na tramitação do Acordo Internacional para a Ponte sobre o rio Erges, bem como uma reunião urgente nas próximas semanas com a Junta da Extremadura para assegurar a conclusão da ligação até ao final de 2029; e rejeitam o regresso da possibilidade de portagens no troço português e exige-se que a obra na Extremadura seja financiada com fundos próprios e recurso a crédito, à semelhança do que foi feito noutras infraestruturas regionais.

 A ATE considera inaceitável a ausência de compromissos concretos e de uma folha de rota clara para a próxima Cimeira Hispano-Portuguesa. A organização reafirma que não irá parar “até ouvir o barulho das máquinas” e vai manter a sua agenda de diálogo e pressão política. A Comissão Permanente da ATE irá reunir-se a 16 de setembro, no distrito de Castelo Branco, para definir as próximas ações.