27.1 C
Castelo Branco
Segunda-feira, Julho 13, 2026
Início Notícias Castelo Branco Presidente da Câmara de Castelo Branco rejeita fatalismo demográfico

Presidente da Câmara de Castelo Branco rejeita fatalismo demográfico

Presidente da Câmara de Castelo Branco rejeita fatalismo demográfico

Leopoldo Rodrigues, presidente da Câmara de Castelo Branco, rejeitou a ideia de que falar de territórios com menos população ou de baixa densidade seja um destino inevitável de declínio.

A autarquia refere que na Sessão de Abertura do seminário “Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade”, que decorreu no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, o autarca defendeu que estes conceitos são “desafios exigentes e oportunidades de transformação”, sublinhando que o Município “tudo tem feito e continuará a fazer para manter o rumo do desenvolvimento por via de políticas públicas”.

Leopoldo Rodrigues destacou o forte pacote de infraestruturas locais – como o Aeródromo Municipal, a linha férrea eletrificada e a ligação por autoestrada até Lisboa -, mas frisou que a região precisa que o Estado reforce o investimento público, apontando como prioridade a construção do IC31 para ligar a autoestrada à fronteira espanhola, com destino a Madrid.

O autarca evidenciou ainda “a dinamização empresarial” com o sucesso de empresas exportadoras locais, o papel inovador do IPCB – Instituto Politécnico de Castelo Branco – e a relevância da Unidade Local de Saúde, para a qual pediu maior atenção política de modo a salvaguardar os cuidados hospitalares.

Por sua vez, presidente da CIMBB – Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa -, defendeu que o combate à perda demográfica e a criação de novas centralidades só são possíveis em rede e através da articulação supramunicipal. A este propósito, João Lobo revelou que um estudo recente do IPCB demonstrou um aumento na fixação de pessoas nos 8 municípios da CIMBB, “alguns acima dos 2 dígitos percentuais”.

Já José António Cortez, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, lembrou que a organização tem focado, há 2 anos, a sua ação na demografia, nos seus constrangimentos e previsões de desenvolvimento. Este é, aliás, o mote do Seminário, organizado conjuntamente pela Confederação e pela CIMBB, em colaboração com o Município albicastrense, que coloca em destaque a responsabilidade acrescida que as cidades têm para alavancar e dinamizar os territórios que as rodeiam.

A encerrar a Sessão de Abertura, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro alertou para a necessidade de serem rejeitadas terminologias negativas sobre a Região Centro, “demasiadamente assombrada com notícias negativas ligadas a incêndios e fenómenos naturais”. Em contrapartida, José Ribau Esteves, defendeu uma comunicação positiva, afirmando que “temos de jogar positivo, focar na notícia boa e valorizar o muito bom que temos”. Sublinhou ainda que “o motor da sustentabilidade é a economia, mas sempre em função do segundo pilar, que é o ser humano”, reforçando a urgência de serem criadas respostas concretas que fixem pessoas e garantam a competitividade do Interior.