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Domingo, Julho 12, 2026
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Obras de Manuel Cargaleiro em exposição em Vila Nova de Foz Côa

Obras de Manuel Cargaleiro em exposição em Vila Nova de Foz Côa

A Galeria d’Artes do Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa acolhe, a partir de 29 de janeiro, a exposição “O Gesto como Princípio – Manuel Cargaleiro”, uma mostra dedicada a um dos mais reconhecidos nomes da arte portuguesa dos séculos XX e XXI. A exposição fica patente ao público até 5 de abril.

Organizada pelo Município de Vila Nova de Foz Côa em parceria com a Fundação Manuel Cargaleiro, numa primeira e inédita parceria, esta exposição integra-se num programa de itinerância da coleção, que visa promover a circulação e a divulgação da obra do Mestre em diferentes territórios, aproximando-a de novos públicos e contextos culturais.

A proposta curatorial apresenta uma leitura singular da obra de Manuel Cargaleiro, centrada no gesto enquanto elemento estruturante da sua linguagem artística. Mais do que um ponto de partida cronológico, o gesto é aqui entendido como princípio de valor: uma atitude plástica e ética que atravessa o desenho, a obra gráfica e a cerâmica, afirmando-se como fundamento da forma, do ritmo e da cor.

A Fundação Manuel Cargaleiro conta que a exposição inicia-se com um núcleo de desenhos a tinta-da-china, onde a síntese, a gestualidade e a depuração formal revelam a essência do pensamento visual do artista. Segue-se um percurso pela obra gráfica, sobretudo serigrafias produzidas entre as décadas de 1970 e 2010, onde o gesto inicial se expande em composições cromáticas de grande vitalidade. O diálogo é aprofundado através da presença de obras cerâmicas e azulejos, que permitem observar a transposição dessa linguagem para o espaço tridimensional.

Apresentada em Foz Côa, território marcado pela permanência do gesto humano na paisagem, a exposição ganha uma ressonância particular. Não se trata de estabelecer paralelos históricos ou influências diretas, mas de propor uma leitura em que obra e território se encontram num plano conceptual, reforçando a ideia do gesto como expressão essencial e intemporal da criação artística.