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Lagar de Varas do Enxarrique reabre e reforça aposta de Vila Velha de Ródão no Olivoturismo

Lagar de Varas do Enxarrique reabre e reforça aposta de Vila Velha de Ródão no Olivoturismo

O Lagar de Varas do Enxarrique, em Vila Velha de Ródão, reabriu ao público, após uma intervenção de requalificação e valorização destinada a melhorar as condições de acolhimento, acessibilidade e interpretação deste importante património associado à história da produção do azeite.

A reabertura assinala uma nova etapa para um equipamento que procura conjugar a preservação da sua autenticidade e memória com uma experiência de visita mais acessível e adaptada às necessidades atuais, como frisa a autarquia rodanense.

Na ocasição, o presidente da Câmara Municipal realçou que “a reabertura do Lagar de Varas do Enxarrique representa muito mais do que a renovação de um equipamento municipal. É a valorização de uma parte importante da nossa memória coletiva e da relação de Vila Velha de Ródão com o azeite, com as suas gentes e com um saber-fazer transmitido ao longo de gerações”. António Carmona afirmou que “e queremos preservar esta herança e, simultaneamente, criar melhores condições para a dar a conhecer a quem nos visita”.

Adquirido pelo Município em 2007, o Lagar de Varas do Enxarrique constitui um testemunho da importância histórica da olivicultura e da produção do azeite para Vila Velha de Ródão.

O espaço permite acompanhar diferentes etapas e tecnologias associadas à lagaragem, desde a utilização da energia humana e animal até ao recurso à força hidráulica e mecânica, preservando simultaneamente a construção tradicional em xisto e quartzito e estruturas e equipamentos associados à produção do azeite.

A intervenção agora concluída procura assegurar que este património e a história que encerra possam ser conhecidos por públicos mais diversificados, através da melhoria das condições físicas e da renovação da forma como os conteúdos são apresentados e interpretados.

Entre os trabalhos realizados incluem-se a intervenção no edifício de receção, a criação de um passadiço e a introdução de um elevador panorâmico, bem como a renovação da estratégia expositiva e dos conteúdos associados ao percurso de visita.

A valorização do Lagar insere-se numa estratégia mais ampla de promoção de Vila Velha de Ródão e da Beira Baixa através do olivoturismo, articulando património, gastronomia, produtos endógenos, cultura e identidade territorial. António Carmona sublinhou que “este investimento insere-se numa estratégia mais ampla de valorização dos recursos que distinguem Vila Velha de Ródão e a Beira Baixa. Ao qualificarmos o Lagar, reforçamos também o potencial do olivoturismo, a ligação aos nossos produtos locais e a capacidade de criar uma oferta turística cada vez mais articulada com a cultura, o património e a identidade do território”.

O presidente da Câmara destacou também a ambição de atrair um turismo de qualidade, mais conhecedor do território e capaz de levar consigo uma perspetiva diferente sobre o interior. Esta orientação enquadra o investimento no Lagar numa política mais vasta de valorização dos recursos diferenciadores do concelho.

Também Anabela Freitas, vice-presidente do Turismo do Centro, salientou o potencial do olivoturismo enquanto oferta emergente, associada à possibilidade de aproximar os visitantes das tradições e atividades locais e, simultaneamente, gerar impacto na economia e sustentabilidade do território.

Integrado no universo Terras de Oiro, o Lagar de Varas do Enxarrique reforça, desta forma, a ligação entre o património do azeite, os produtos endógenos e os restantes recursos turísticos e culturais de Vila Velha de Ródão.

A operação Lagar de Varas do Enxarrique apresenta um custo total elegível de 524.146,37€ e um apoio financeiro de 366.902,46€, correspondente a 70% do custo total elegível, no âmbito da Linha + Interior Turismo, do Turismo de Portugal.

O investimento visa contribuir para a qualificação da oferta turística da Beira Baixa, melhorar a acessibilidade física e a comunicação do equipamento e reforçar o posicionamento do Lagar enquanto espaço de referência associado ao património do azeite.