O IPCB – Instituto Politécnico de Castelo Branco – apresentou o projeto de requalificação e ampliação das instalações da ESE – Escola Superior de Educação -, uma intervenção que pretende modernizar os espaços da instituição e responder ao crescimento do número de estudantes e da oferta formativa.
Durante a sessão foi destacado que, nos últimos anos, a escola duplicou o número de estudantes, um crescimento acompanhado pela expansão da oferta académica. Entre as áreas em desenvolvimento destaca-se o desporto, que passou a contar com uma nova licenciatura e também com um doutoramento, reforçando o posicionamento da instituição neste domínio.
O projeto agora apresentado prevê a requalificação de alguns espaços existentes e a criação de uma nova ala no edifício, refere o IPCB. Nesta zona serão instaladas quatro salas de aula polivalentes com sistema modular, permitindo ligar diferentes salas e aumentar a sua capacidade sempre que necessário. Esta flexibilidade vai permitir adaptar os espaços a diferentes tipos de atividades letivas, conferências ou formações. Este espaço terá funcionamento autónomo e entrada pelo exterior, facilitando a utilização fora do horário habitual das atividades da escola, permitindo também ser utilizado para pós-graduações e outras formações de outras escolas do Politécnico de Castelo Branco.
O projeto foi apresentado pelo engenheiro Vítor Hugo, da empresa VHM (Vítor Hugo – Coordenação e Gestão de Projetos, SA), e pelo arquiteto Vasco Saldanha, responsáveis pela conceção da intervenção. A proposta assenta numa remodelação simples e linear, procurando respeitar a arquitetura existente e a envolvente da escola.
Além da construção da nova ala, o projeto inclui a requalificação das áreas envolventes, aumentando a lotação das salas e melhorando as condições de circulação e utilização dos espaços. Estão também previstas melhorias ao nível da acessibilidade, com a criação de rampas de acesso e casas de banho adaptadas para pessoas com necessidades específicas.
O investimento previsto para a empreitada de construção covil ronda os 1,7 milhões de euros. A este montante irá juntar-se ainda o restante financiamento para aquisição de equipamentos e mobiliário necessários ao funcionamento dos novos espaços.
O pesidente do IPCB reforçou que os espaços sujeitos as intervenções consistem em acesso ao edifício, laboratório de desporto, salas de artes com espaço de apoio, instalações sanitárias, laboratório de informática e gabinetes de docentes. António Fernandes referiu que a reabilitação terá como objetivo não só renovar os espaços como flexibilizar a sua utilização através de sistemas que permitam aumentar e reduzir o espaço das salas em função da sua ocupação, rentabilizando o número de aulas a lecionar e o número de espaços ocupados com estudantes. Esta autonomia irá permitir ainda uma melhor eficiência do conjunto edificado no sentido de setorizar consumo de energia dedicado somente à parte do edifício em uso.
Com esta intervenção, o investimento global previsto no IPCB deverá aproximar-se dos 16 milhões de euros, somando verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência, de outros projetos financiados e de receitas próprias da instituição.