Na sequência da Declaração da Situação de Alerta decretada pelo Governo, em vigor desde as 00h de 6ªfeira, 3 de julho, prolongando-se, pelo menos, até às 23h59, de 2ªfeira, dia 6, face ao agravamento do risco de incêndio rural, realizou-se uma reunião da Comissão Municipal Reduzida de Proteção Civil de Castelo Branco, com o objetivo de analisar a situação no concelho e reforçar a coordenação entre todas as entidades com responsabilidades na proteção de pessoas e bens.
A autarquia conta que, durante a reunião, foram analisados os níveis de prontidão operacional, os meios disponíveis, os constrangimentos existentes e as estratégias de prevenção e de resposta a uma eventual ocorrência de incêndios rurais, garantindo a articulação entre todas as entidades envolvidas.
Teresa Fonseca, coordenadora do Serviço Municipal de Proteção Civil, explicou que o principal objetivo da reunião foi avaliar a capacidade de resposta do concelho e assegurar que existem recursos humanos e meios materiais em prevenção para responder rapidamente a qualquer situação de emergência.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal destacou a implementação de 4 Refúgios Climáticos na cidade de Castelo Branco, disponibilizados para apoiar a população durante o período de onda de calor. Relativamente às freguesias do concelho, referiu que os respetivos presidentes de Junta, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil, identificaram igualmente espaços destinados a esse efeito. Leopoldo Rodrigues sublinhou que “estas são situações difíceis e imprevisíveis e temos que estar atentos e preparados para intervir assim que necessário”, reforçando a importância da coordenação entre todas as entidades.
No âmbito da prevenção dos incêndios rurais, o autarca salientou a existência de uma segunda máquina de rastos, na freguesia de Sarzedas, equipamento que tem vindo a facilitar as intervenções no terreno e a reforçar a capacidade de resposta do concelho.
Dirigindo-se aos representantes das entidades presentes, Leopoldo Rodrigues acrescentou que “contamos com o vosso conhecimento do território para prever e agir”. O presidente da Câmara Municipal alertou igualmente para a utilização inadequada de equipamentos públicos (fontes e similares), lembrando que estes comportamentos podem provocar danos materiais e representar riscos para a saúde pública.
As forças de segurança e os Bombeiros Voluntários de Castelo Branco apresentaram a atualização dos meios humanos, logísticos e operacionais disponíveis, reforçando a total articulação entre todas as entidades envolvidas na proteção civil.
Já a vice-presidente da Câmara Municipal e administradora dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco informou que foi reforçado o plano de desinfeção dos tanques e fontes públicas, como medida preventiva face ao aumento das temperaturas e ao risco de proliferação de bactérias, nomeadamente da legionella. Sónia Mexia destacou que os Serviços Municipalizados mantêm piquetes e maquinaria em permanente prontidão para responder às necessidades que possam surgir.
Nesta reunião foi apresentado o ponto de situação relativo aos reservatórios operacionais, aos pontos de água existentes no concelho e às barragens – em articulação com a Águas do Vale do Tejo – que asseguram o abastecimento aos meios de combate aos incêndios, permitindo atualmente a realização de 3 abastecimentos em simultâneo. Sónia Mexia referiu ainda que o objetivo futuro passa pela criação de um reservatório operacional em cada freguesia.
A Divisão de Ambiente, Qualidade de Vida e Alterações Climáticas elencou as medidas de prevenção em curso, nomeadamente a organização das equipas no terreno, a gestão da limpeza dos caminhos – apenas permitida até às 11h durante o período de alerta – e os recursos disponíveis para apoio às operações.
Por sua vez, a Divisão de Desenvolvimento Social informou que mantém uma monitorização permanente da população mais vulnerável, dispondo diariamente de 4 técnicos em prevenção para responder a eventuais necessidades, bem como da possibilidade de disponibilizar alojamento temporário.