A Central Meleira de Castelo Branco tem aberta, oficialmente, a campanha de extração de 2026, assinalando também o 22º aniversário da Meltagus – Associação de Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional.
O arranque da campanha incluiu uma visita ao local, que permitiu dar a conhecer o trabalho realizado pela Central Meleira na valorização dos produtos da colmeia, que vão muito além do mel, incluindo o pólen e a cera, todos reconhecidos pela sua elevada qualidade e potencial de valorização económica, frisa a autarquia albicastrense.
Na ocasião, foi feita uma homenagem simbólica, com descerramento de placa, pelo “reconhecimento à Câmara de Castelo Branco, na pessoa de Leopoldo Rodrigues, por todo o apoio prestada a esta Associação”; e pelo “reconhecimento do trabalho e dedicação a Odete Catarino Gonçalves”, presidente da Direção entre 2013 e 2026.
A iniciativa terminou com uma Conferência de Imprensa dedicada à reflexão sobre os desafios do setor apícola e às futuras iniciativas a desenvolver em parceria com o Município de Castelo Branco, com vista à valorização da atividade, ao apoio aos produtores locais e à promoção da sustentabilidade.
Entre as propostas em análise destacam-se ações de sensibilização junto das escolas e a criação de tapetes florais da biodiversidade, reforçando o compromisso da Meltagus com a proteção ambiental e a preservação dos polinizadores.
Durante a sessão, o presidente da Câmara de Castelo Branco destacou a importância da sensibilização para a biodiversidade, a preservação do ambiente e a promoção de práticas sustentáveis, recordando a decisão do Município de não utilizar herbicidas nos espaços públicos.
Leopoldo Rodrigues afirmou que “a existência de erva não é descuido nem falta de atenção; é uma opção para preservar o ambiente, o ecossistema e salvaguardar a saúde pública, pois sabemos da importância dos polinizadores e das consequências dos herbicidas”, acrescentando que a erva será cortada, mas após a sua secagem natural.
Relativamente à atividade desenvolvida em 2025, a Central Meleira registou a extração de 59 lotes de mel, dos quais 27 pertencentes a apicultores da região de Castelo Branco, totalizando 44 toneladas de mel; secagem e triagem de 2.800 quilos de pólen, valor que representou um recorde anual; e moldagem de 8 toneladas de cera.
O mel atingiu o pico de produção em 2024, com 71 toneladas extraídas, assim como a cera, que registou 15 toneladas moldadas. Em 2025 verificou-se, contudo, uma descida significativa da produção, consequência das condições climatéricas adversas e dos incêndios rurais, que provocaram perdas consideráveis – e, em alguns casos, totais – de efetivos apícolas.
A Meltagus celebrou um protocolo com a autarquia albicastrense para a gestão da Central Meleira de Castelo Branco, que tem como área de intervenção os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão. Atualmente conta com cerca de 350 associados e tem como principal missão a defesa dos interesses dos apicultores e a dinamização da atividade apícola através da gestão da zona de produção controlada.
A autarquia albicastrense frisa que a Central Meleira de Castelo Branco tem desempenhado um papel fundamental no apoio ao desenvolvimento da apicultura regional, assegurando capacidade de processamento dos produtos da colmeia e reforçando a competitividade dos produtores da região nos mercados nacional e internacional.