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Castelo Branco tem novo jardim aberto à comunidade

Castelo Branco tem novo jardim aberto à comunidade

O Município de Castelo Branco assinalou o Dia Mundial do Ambiente (5 de maio) com duas iniciativas que reforçam o compromisso da autarquia com a sustentabilidade, a valorização dos espaços verdes e a participação cidadã: a abertura ao público do Jardim do Palácio Viscondes de Portalegre e o lançamento do programa comunitário “O Jardim do Meu Bairro”.

O Jardim do Palácio Viscondes de Portalegre, agora aberto à comunidade, está localizado na Rua Vaz Preto, nas traseiras do edifício do antigo Governo Civil. Este espaço passa agora a integrar a rede de espaços verdes acessíveis à população, afirmando-se como um novo local de encontro, convívio e contacto com a natureza no centro histórico da cidade, frisa a autarquia albicastrense.

O Jardim vai funcionar com o mesmo horário do Parque do Barrocal, ou seja: Horário de verão (28 de março a 30 de outubro): das 9h às 20h; e Horário de inverno (31 de outubro a 27 de março): das 10h às 17h.

Durante a cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara de Castelo Branco explicou que a abertura do jardim ao público exigiu, naturalmente, uma intervenção prévia, que incluiu a recuperação e manutenção das sebes e árvores existentes, bem como a instalação de mobiliário urbano, nomeadamente bancos e floreiras. Leopoldo Rodrigues destacou o valor histórico e afetivo do espaço, integrado no Solar dos Viscondes de Portalegre, edifício datado de 1743 e que acolheu os serviços do Governo Civil. “Este espaço tem um aspeto sentimental”, referiu, justificando a decisão do Município de o disponibilizar à população.

O autarca manifestou o desejo de que o jardim se afirme como “um local agradável de encontro e convívio”, apelando ao sentido de responsabilidade dos cidadãos na sua preservação e valorização. Na sua intervenção, enalteceu ainda a importância da biodiversidade, da proteção ambiental e do cuidado com a natureza.

Também o presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco sublinhou a relevância da abertura deste novo espaço verde, considerando ser “um privilégio poder assistir à abertura deste espaço que poderá ser fruído por todos”. José Pires apelou ao envolvimento da população na sua preservação e sublinhou que a abertura deste jardim à comunidade representa “mais uma porta que se abre à preservação, à recuperação, ao cuidado e ao amor para com a nossa cidade e a zona histórica”.

Na ocasião foi também lançado o programa comunitário “O Jardim do Meu Bairro”, uma iniciativa que pretende incentivar a criação de pequenos espaços ajardinados em diferentes bairros da cidade, envolvendo diretamente os munícipes na valorização do espaço público.

A apresentação do projeto esteve a cargo da vice-presidente da Câmara de Castelo, responsável pelo Pelouro do Ambiente e da Sustentabilidade, que destacou o papel fundamental dos espaços verdes na qualidade de vida das populações. Sónia Mexia  afirmou que “os espaços verdes são muito importantes para a qualidade de vida, promovem a qualidade do ar que respiramos, amenizam as temperaturas e têm impactos positivos na saúde. Mas há outra dimensão igualmente importante: a ligação que o jardim pode ter com o nosso sentimento de pertença. Foi esse sentimento que serviu de mote para este projeto”.

A iniciativa pretende transformar pequenas áreas de proximidade em espaços verdes agradáveis, sustentáveis e adaptados às necessidades das comunidades locais, reforçando o sentimento de pertença, a responsabilidade partilhada e o envolvimento dos moradores na melhoria do ambiente urbano.

No âmbito do projeto, a Câmara de Castelo Branco irá disponibilizar plantas, floreiras e outros materiais necessários, após avaliação técnica de cada proposta, privilegiando a utilização de espécies autóctones ou mediterrânicas, resistentes ao calor e à seca, de baixa necessidade hídrica e favoráveis à biodiversidade.

A manutenção dos espaços será assegurada pelos próprios participantes, promovendo o espírito comunitário e a participação ativa dos cidadãos na valorização da cidade. As intervenções deverão respeitar princípios de sustentabilidade, recorrendo a materiais duradouros e ambientalmente responsáveis, como madeira tratada, pedra ou materiais recicláveis, bem como à utilização de composto orgânico e sistemas simples de rega.

A participação está aberta a todos os munícipes, individualmente ou em grupo, bastando identificar uma zona do respetivo bairro passível de valorização paisagística e preencher o formulário disponível na internet (https://forms.gle/KnitM777y6WwJGo39).