O Município de Castelo Branco participou no II Encontro da Rede Portuguesa Saber Fazer, que decorreu na Região Autónoma da Madeira, reforçando a sua presença ativa numa rede nacional dedicada à salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais.
O Município albicastrense esteve representado por Sónia Abreu, Chefe da Divisão dos Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco, num encontro que reuniu artesãos, técnicos e especialistas provenientes dos Açores, Barcelos, Castelo Branco, Felgueiras, Guarda, Guimarães, Madeira, Mangualde, Nisa e Tomar.
A autarquia conta que a iniciativa promoveu a partilha de experiências e a reflexão conjunta sobre a sustentabilidade, preservação e valorização dos saberes-fazer tradicionais em Portugal. A participação do Município de Castelo Branco neste encontro revelou-se particularmente relevante para o reforço da sua presença na Rede Portuguesa Saber Fazer, permitindo consolidar contactos institucionais, identificar boas práticas e aprofundar estratégias de valorização do Bordado de Castelo Branco enquanto património identitário e elemento diferenciador do território.
Em paralelo realizaram-se dois fóruns técnicos temáticos dedicados aos bordados e aos trabalhos em vime, que contaram com a participação de artesãos e especialistas de diferentes regiões do país. O fórum dedicado aos bordados contou com a apresentação dos participantes e dos projetos desenvolvidos nos respetivos territórios no âmbito da salvaguarda destes saberes-fazer. Já o outro, Sónia Abreu integrou as visitas técnicas à Bordal – Bordados da Madeira, no Funchal, e à Bailha, no Estreito de Câmara de Lobos, permitindo conhecer diferentes modelos de organização, produção e valorização do artesanato tradicional. O programa prosseguiu no Museu Etnográfico da Madeira, na Ribeira Brava, com uma visita ao espaço museológico e a participação numa roda de conversa entre artesãos, técnicos e especialistas de várias regiões do país, que proporcionou uma reflexão aprofundada sobre os desafios da produção artesanal, nomeadamente a sustentabilidade das matérias-primas, a valorização económica dos produtos, a transmissão intergeracional de conhecimentos e a adaptação das práticas tradicionais aos contextos contemporâneos.
Decorreu também Assembleia da Rede Portuguesa Saber Fazer, onde foram debatidas as principais linhas estratégicas da Rede e reforçada a importância da cooperação entre territórios e entidades parceiras. Depois houve uma visita à exposição “Produção Artesanal Portuguesa: a Atualidade do Saber-Fazer Ancestral”.
Além de uma experiência enriquecedora, a Câmara albicastrense frisa que a participação neste encontro confirmou o posicionamento de Castelo Branco no panorama nacional – resultado de um investimento contínuo e de uma visão estratégica orientada para a defesa e valorização do seu património cultural – e reforçou a convicção de que o percurso seguido pelo Município tem sido determinante para a afirmação e valorização do Bordado de Castelo Branco junto dos diferentes agentes do setor.