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Câmara de Castelo Branco aprovou por unanimidade moção que exige ao Governo instalação do Tribunal Central Administrativo Centro

21 set Câmara de Castelo Branco aprovou por unanimidade moção que exige ao Governo instalação do Tribunal Central Administrativo Centro

A Câmara de Castelo Branco aprovou por unanimidade, na última reunião pública (18 de setembro), uma moção que exige ao Governo o cumprimento da lei e a instalação efetiva do TCAC – Tribunal Central Administrativo Centro – na cidade ainda em 2026.

A tomada de posição surge como resposta às declarações prestadas na passada semana no Parlamento pela ministra da Justiça, Rita Júdice: “não é um Tribunal Central Administrativo que permitirá o aumento de volume processual ou de pessoas a residir no concelho”.

A autarquia refere que, na apresentação da moção, o presidente da Câmara recordou o historial do processo e o compromisso assumido em prol da coesão territorial, sublinhando que “ficou decidido com o Governo e com o senhor Secretário de Estado da Justiça na altura que a responsabilidade do Município seria identificar e adaptar um edifício para as instalações”.

A medida remonta ao anúncio feito a 13 de abril de 2023 pela anterior tutela, validado em Conselho de Ministros com o decreto-lei que criou o TCAC. Para o efeito, a autarquia albicastrense adquiriu um antigo solar na Rua São Sebastião.

Leopoldo Rodrigues destacou que a escolha de Castelo Branco foi fruto de “uma negociação difícil” e disputada por outros municípios, referindo que “havia muita concorrência para a sede do Tribunal Central Administrativo do Centro, nomeadamente dos municípios de Viseu e de Coimbra”, com deputados do círculo eleitoral de Coimbra a fazerem “lobby em favor da instalação do tribunal em Coimbra”.

O autarca relatou ainda a reunião que manteve com a tutela, na qual contestou as justificações apresentadas para travar o projeto: “A senhora ministra disse que seria muito difícil que os senhores juízes e restantes magistrados e oficiais de justiça quisessem vir para Castelo Branco”. Perante essa alegação, o Autarca respondeu categoricamente que “aquele argumento não era um argumento apresentado até então, nem seria em nenhuma circunstância um argumento válido”. Sobre a suposta falta de processos, o presidente reforçou tratar-se de “uma contradição, até porque todos sabemos que um dos graves problemas da justiça em Portugal é precisamente o elevado número de pendências e o tempo que demoram a resolver”.

Leopoldo Rodrigues garantiu que Castelo Branco não irá recuar e vai continuar a cumprir a sua parte, mantendo em curso a revisão dos projetos técnicos para lançar a empreitada. Para o Município, o TCAC “continua a ser um facto, um objetivo e uma determinação” inegociável para garantir a descentralização, a coesão territorial e o equilíbrio da justiça em Portugal.