O BEYRA Laboratório Artístico continua a sua programação de 2026 e apresenta, entre outubro e dezembro, uma nova temporada dedicada à música de câmara, à formação e à criação de oportunidades de encontro entre jovens intérpretes e diferentes públicos da Beira Interior. Sob o mote “Aqui à BEYRA”, o ciclo percorre espaços culturais da Covilhã e do Fundão, propondo um programa diversificado que cruza diferentes formações e linguagens musicais.
A temporada arranca em outubro com o Cecilia Quartet, que se apresenta na 5ªfeira, 1 de outubro, no Casino Fundanense, e no sábado, dia 3, no Museu dos Lanifícios, na Covilhã. Em novembro, o programa prossegue com o recital de Ana González, oboé, e António Figueiredo, piano, a 6 de novembro, no Fundão, e a 7 de novembro, na Covilhã. O mês encerra com o KODU Percussion Group, laureado no Prémio Jovens Músicos, com concertos a 20 e 21 de novembro.
Em dezembro, a programação do BEYRA ganha uma dimensão particularmente formativa com a realização da BEYRA — Peter Rundel’s International Conducting Masterclass, que decorre de 5 a 15 de dezembro, na Covilhã, durante a residência do Ensemble Orquestral da Beira Interior. Dirigida a estudantes e maestros profissionais, a masterclass constitui uma oportunidade de aprofundamento da técnica de direção de orquestra e de alargamento do repertório, sob orientação do maestro Peter Rundel, reforçando a aposta do BEYRA na formação e qualificação de jovens músicos e profissionais.
A programação culmina com “Ecos de Futuro”, programa que inclui uma peça de Vasco Mendonça para acordeão e violoncelo solistas, com o Ensemble Orquestral da Beira Interior, sob direção do maestro Peter Rundel. Os solistas são João Barradas, no acordeão, e Filipe Quaresma, no violoncelo. Os concertos realizam-se a 12 de dezembro, na Igreja Matriz do Fundão, e a 13 de dezembro, no Teatro Municipal da Covilhã. De destacar que esta peça do compositor Vasco Mendonça será uma estreia mundial, por encomenda do BEYRA Laboratório Artístico.
Mais do que uma programação de concertos, o BEYRA Laboratório Artístico assume-se como uma plataforma de criação, formação e circulação artística, contribuindo para a valorização do território e para a aproximação da música erudita a diferentes públicos. Através da presença regular em espaços culturais da região, o projeto promove simultaneamente a descentralização cultural e a criação de oportunidades para uma nova geração de intérpretes.
No centro desta missão está o Ensemble Orquestral da Beira Interior, formação composta por 18 músicos entre os 18 e os 27 anos, selecionados através de rigorosas audições bienais. O ensemble pretende constituir-se não apenas como uma orquestra de jovens músicos, mas como um verdadeiro espaço de exigência artística, experiência profissional e desenvolvimento de competências, proporcionando a cada instrumentista um papel de responsabilidade e participação ativa no processo musical.
Com esta temporada, o BEYRA Laboratório Artístico reforça assim a sua missão de aproximar artistas e públicos, criar condições para o desenvolvimento de jovens intérpretes e afirmar a Beira Interior como território de criação e fruição cultural, estabelecendo pontes entre diferentes gerações, formações e comunidades.