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“Olhar a Diferença: Vidas, Desafios e Inspirações” reúne testemunhos e arte no Centro Ciência Viva da Floresta

“Olhar a Diferença: Vidas, Desafios e Inspirações” reúne testemunhos e arte no Centro Ciência Viva da Floresta

O Centro Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova, recebe a palestra “Olhar a Diferença: Vidas, Desafios e Inspirações”, a 22 de novembro (sábado), entre as 13h30 e as 19h. Neste encontro dedicado à partilha de experiências de vida, serão reveladas diferentes formas de enfrentar desafios e de construir caminhos únicos de superação e inspiração.

A autarquia proencense refere que a sessão de abertura estará a cargo do presidente da Câmara Municipal, João Lobo, seguindo-se intervenções de oradores que se têm vindo a destacar na área da inclusão social, da educação e da expressão artística. Entre os oradores convidados encontram-se Edite Fernandes (Centro Ciência Viva da Floresta), Joana Lourenço e Eduardo Miguel (Projeto BioAromas LIIS e BioAromas), bem como a pintora Maria de Lurdes Oliveira, que se dedica à pintura utilizando a boca e o pé, Margarida Martins, diretora da Associação “Artistas Pintores Com a Boca e o Pé” e o escritor David Ribeiro.

Os testemunhos partilhados irão permitir ao público conhecer histórias de persistência, criatividade e autonomia, num dia que será sinónimo da valorização da diferença enquanto fator de identidade cultural e enriquecimento coletivo.

Durante o evento será também inaugurada a exposição “Olhar a Diferença”, que apresenta obras produzidas por artistas que pintam com a boca e com o pé. A mostra evidencia não apenas o talento envolvido, mas também o impacto que a arte pode ter na afirmação pessoal e na construção de novas perspetivas sobre a inclusão.

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia até 6ªfeira, 14 de novembro, por e-mail ou telefone (clds@cm-proencanova.pt / 274 670 000). A iniciativa é promovida pelo CLDS 5G Proença-a-Nova, com o apoio do Município de Proença-a-Nova e do Centro Ciência Viva da Floresta, reforçando o compromisso local com uma sociedade mais consciente, inclusiva e aberta à diversidade.

Confraria do Soventre de S. Miguel de Acha comemorou o seu 20º aniversário

Confraria do Soventre de S. Miguel de Acha comemorou o seu 20º aniversário

A Confraria do Soventre de S. Miguel de Acha, no concelho de Idanha-a-Nova, comemorou o seu 20º aniversário, numa iniciativa onde assinalou também o 2º Capítulo Gastronómico deste ano.

Na ocasião, a autarquia idanhense conta que a presidente da Câmara de Idanha-a-Nova destacou o trabalho da Confraria “em prol da preservação da nossa gastronomia, das nossas tradições e da nossa identidade coletiva”, no fundo o “património imaterial que nos define enquanto povo idanhense”.

Caracterizando o soventre como um “prato tão singular e tão genuíno” que é “mais do que um sabor, é uma memória”, Elza Gonçalves evidenciou a importância de cada colherada de soventre contar uma história “de famílias reunidas, de partilhas à mesa, de festas e celebrações que unem a comunidade”.

A autarquia referiu que “é precisamente essa herança que a Confraria tem sabido honrar” e, sinal disso mesmo, “ao longo destes vinte anos, os confrades e confreiras de São Miguel de Acha foram verdadeiros embaixadores da autenticidade”, levando o nome da freguesia “por esse país fora”. Elza Gonçalves acrescentou que “preservaram técnicas, divulgaram o produto, promoveram encontros, e, acima de tudo, mantiveram viva a chama da nossa cultura”.

Porque São Miguel de Acha e o seu soventre “lembram que a nossa força está na diferença, naquilo que nos torna únicos, nas tradições que herdámos e que temos o dever de transmitir às gerações futuras”, a “Câmara de Idanha-a-Nova sente um profundo orgulho em apoiar e celebrar convosco esta caminhada. O vosso exemplo mostra como a gastronomia pode ser motor de desenvolvimento local, de turismo sustentável e de coesão comunitária”, afirmou Elza Gonçalves.

SEDES Beira Baixa promoveu iniciativa para debater preocupações e desafios do interior

SEDES Beira Baixa promoveu iniciativa para debater preocupações e desafios do interior

A SEDES Beira Baixa realizou duas iniciativas de proximidade em Idanha-a-Nova e na Covilhã, numa organização de parceria com a SEDES Médio Oriente e também com a ESGIN – Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova.

Num primeiro momento, a organização conta que em Idanha-a-Nova, cerca de 200 participantes da Comunidade Académica (Estudantes, Professores, Funcionários) e alguns convidados. Nesta sessão os oradores convidados partilharam desafios, oportunidades e preocupações.

A receção foi feita pelo diretor da ESGIN que teve a oportunidade de partilhar os desafios e oportunidades para a região e também o futuro do ensino. José Pedro de Sousa partilhou uma grande preocupação, referindo-se ao Projeto da Central Solar Fotovoltaica Sophia e lembrou os impactos negativos que terá nos concelhos de Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, descaracterizando grande parte do território, afetando o turismo e com prejuízo para o ecossistema.

Já num segundo momento, na Covilhã, a secretária-Geral da SEDES disse que há uma forte oportunidade a explorar na Beira Baixa, dado que são territórios com muita qualidade de vida e onde os serviços e a qualidade das instituições são um garante no apoio a qualquer resposta aos desafios para o desenvolvimento. Marta Costa sublinhou que “pensar Portugal implica pensar os territórios, os recursos e também as assimetrias. Há desafios concretos que a Beira Baixa enfrenta que limitam o desenvolvimento da região, nomeadamente a mobilidade e acessos regionais, articulação ferrovia e rodovia e a concretização do IC 31 e melhoria da A23. São investimentos prioritários para que a região possa ter grandes fluxos logísticos e económicos”.

Para Marta Costa, a competitividade da Agricultura e a da Agroindústria, depende da valorização regional e da sua aposta em produtos de origem certificada e fixar jovens e reter talentos é a base para o aumento da demografia, para a sustentabilidade dos territórios.

Já para o presidente de SEDES Médio Oriente, “estas iniciativas são de extrema importância para promover o melhor que se faz em Portugal, desafios e oportunidades, no âmbito do desenvolvimento social, urbanístico e económico, reforçando a disponibilidade da Direção da SEDES Médio Oriente para apoio a iniciativas futuras, internas e externas”.

Nuno Anahory lançou o desafio de fazer uma missão de intercâmbio multidisciplinar ao médio oriente em 2026.

Presente na sessão esteve o ex-ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, que destacou a importância de Portugal na Europa e a visão para a Beira Baixa que “parece” ter ficado na gaveta com o atual governo. O antigo governante afirmou que “o Mercado único europeu é uma oportunidade e pode ser o motor de desenvolvimento da Europa e poderá ter grandes respostas também a partir da Beira Baixa. As tarifas internas e os obstáculos deveriam ser removidos para ganharmos outro desenvolvimento.”

O ex-ministro sublinhou que “o Território é uma matéria-prima estratégica, há que ter atenção à descentralização do crescimento que continua a ser litoralizado”.

António Costa Silva realçou ainda que “num ponto de vista da Beira Baixa, a nossa visão era construir um corredor de Cidades Médias inteligentes – Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda, criando motores para o desenvolvimento destas áreas e que queríamos ligar com outras a Espanha. As cidades inteligentes são sustentáveis para a mobilidade na cidade e entre as cidades”.

O antigo governante disse que os recursos humanos e as infraestruturas são”duas condições essenciais para promover o desenvolvimento das regiões e manifesto a minha preocupação pela ausência de financiamento do IC31”, acrescentando que “as Comunidades Intermunicipais têm de se envolver mais e é preciso uma grande Beira a falarem uns com os outros e pedir que seja reposto este financiamento”.

Ainda na ocasião, Ricardo Ambrósio, presidente da SEDES Beira Baixa, referiu que estas iniciativas têm o objetivo de provocar a união dos pensamentos (saudáveis) que ajudem a definir prioridades das ações a desenvolver, na promoção e sustentabilidade do território. Por outro lado, alertam também para a importância na aceleração de investimentos fundamentais ao apoio da qualidade de vida das populações e das empresas e “só assim haverá desenvolvimento das regiões”.

CIMBB e VOST Portugal integram projeto da UE para criar comunidades rurais resilientes ao clima

CIMBB e VOST Portugal integram projeto da UE para criar comunidades rurais resilientes ao clima

A CIMBB – Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa – e a VOST Portugal (Organização Não Governamental com sede em Castelo Branco) estão entre os 27 parceiros de 12 países europeus do projeto REHUBS (Rural Empowerment HUBS for climate resilience), cofinanciado pela União Europeia no âmbito do Programa Horizon Europe. O consórcio reúne parceiros de várias áreas. O REHUBS foi oficialmente lançado na Grécia.

A missão deste projeto é criar zonas rurais resilientes ao clima, melhor preparadas para os impactos das alterações climáticas, em linha com as iniciativas da União Europeia para a Transição Verde e Digital, no âmbito do Pacto Ecológico Europeu, e com a visão de longo prazo da UE para as zonas rurais, explica a CIMBB.

A Beira Baixa irá integrar um dos quatro Casos de Demonstração do projeto, no qual serão implementados sistemas de monitorização de incêndios baseados em Inteligência Artificial.

Com os eventos climáticos extremos a tornarem-se cada vez mais frequentes em toda a Europa, as zonas rurais são particularmente vulneráveis, com significativas implicações socioeconómicas. Mais de 80% do território europeu é rural, onde vivem mais de 137 milhões de pessoas, o que realça o seu papel central na concretização das metas climáticas da UE para 2030 e da estratégia do Pacto Ecológico Europeu para 2050. No entanto, a sua forte dependência de recursos naturais sensíveis ao clima, como a água e o solo, torna as comunidades rurais particularmente vulneráveis ​​aos riscos relacionados com o clima.

O REHUBS combina tecnologias inovadoras, soluções personalizadas e capacitação da comunidade numa estrutura integrada. O projeto irá desenvolver ferramentas e soluções práticas e fáceis de utilizar para satisfazer as necessidades imediatas das zonas rurais, ajudando as comunidades a melhorar a sua preparação para gerir os riscos climáticos de forma mais eficaz. Além disso, uma Plataforma Digital de Avaliação e Adaptação de Riscos consolidará todos os dados recolhidos e fornecerá orientações claras às comunidades e às autoridades locais.

No coração do REHUBS estão os quatro Microcentros Rurais, centros locais estabelecidos em torno de quatro Casos de Demonstração para formação, fomento da troca de experiências entre pares e colaboração em comunidades rurais. Atuando como Laboratórios Vivos de inovação, estes centros irão envolver ativamente um vasto leque de partes interessadas (agricultores, autoridades locais, pequenas e médias empresas e outros), cujo feedback é essencial para maximizar o impacto do projeto. Além disso, os Microcentros Rurais vão funcional funcionarão como “antenas” em torno dos Casos de Demonstração, facilitando a transferência de conhecimento e fomentando colaborações, conta a CIMBB.

Um dos quatro Casos de Demonstração decorre em Portugal, nomeadamente, na Beira Baixa, que irá implementar sistemas de monitorização de incêndios baseados em Inteligência Artificial.

Pós S. Martinho com radar de controlo de velocidade em Castelo Branco

Radar de controlo de velocidade

A PSP vai instalar na tarde desta 4ªfeira, 12 de novembro, um radar de controlo de velocidade, na Avenida Dia de Portugal, em Castelo Branco.

A Polícia de Segurança Pública anunciou o local onde vai efetuar mais uma ação de fiscalização rodoviária de 2025, no âmbito da Operação “Quem o Avisa…”.

A operação de controlo de velocidade por radar vai decorrer entre as 17h e 19h, desta 4ªfeira, na Avenida Dia de Portugal, em Castelo Branco.

PS questiona Governo sobre as centrais solares no distrito

Nuno Fazenda
Fotografia: Ricardo Pires Coelho

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista apresentou uma pergunta ao Governo, dirigida à ministra do Ambiente e Energia, sobre os impactos ambientais e socioeconómicos dos projetos das centrais solares da Beira e Sophia, atualmente em fase de avaliação e consulta pública.

A iniciativa, subscrita por vários deputados socialistas e liderada por Nuno Fazenda, deputado eleito por Castelo Branco, surge na sequência de preocupações manifestadas por autarcas, associações e cidadãos quanto aos efeitos cumulativos de grandes projetos solares previstos nos concelhos de Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, nomeadamente no que respeita à preservação da biodiversidade, ao abate de espécies protegidas, à compatibilização com atividades agrícolas e florestais, e à valorização do Parque Natural do Tejo Internacional.

Em nota, o PS diz que sublinha a importância estratégica da transição energética e o contributo das energias renováveis para a descarbonização da economia portuguesa, mas defende que estes investimentos devem respeitar integralmente a legislação ambiental, o ordenamento do território e o envolvimento das populações locais.

O requerimento apresentado pelos deputados socialistas questiona o Governo sobre o acompanhamento e o conhecimento que o Ministério do Ambiente e da Energia tem relativamente aos projetos em causa, o diálogo mantido com as autarquias e restantes entidades representativas da região, as garantias de transparência e rigor no processo de Avaliação de Impacto Ambiental, as medidas previstas para compensar e minimizar os impactos identificados e, ainda, os mecanismos que assegurem que os benefícios destes investimentos, nomeadamente em termos de emprego, economia e sustentabilidade, sejam efetivamente partilhados com as comunidades locais.

O deputado Nuno Fazenda afirmou que “a transição energética é uma prioridade europeia e nacional, mas tem de ser feita com equilíbrio, diálogo e transparência e respeito pelos territórios e pelas pessoas”.

GNR recolhe grifo no Retaxo

GNR recolhe grifo no Retaxo

O Comando Territorial de Castelo Branco da GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente, recolheu um grifo (Gyps fulvus) que se encontrava debilitado, no interior de uma exploração agrícola, no concelho de Castelo Branco.

Segundo explica esta força de segurança, na sequência do alerta de um popular a dar conta que um animal se encontrava debilitado no Retaxo, os elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente deslocaram-se de imediato ao local, onde localizaram o espécime e procederam à sua recolha.

No decorrer da ação, o animal foi transportado para o Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, em Castelo Branco, onde o seu estado de saúde será monitorizado, com vista à recuperação e posterior devolução ao seu habitat natural.