O Arquivo Distrital de Castelo Branco associa-se às comemorações das Jornadas Europeias do Património 2026 com uma iniciativa inteiramente dedicada à resiliência da memória regional. Sob o tema europeu “Reviver, resistir, reinventar”, o Arquivo tem patente a mostra documental “Sobreviventes — Histórias de Papel que o Tempo não Apagou!”.
Propondo uma abordagem original ao focar-se nas “cicatrizes” físicas dos documentos, o público tem a oportunidade rara de ver de perto registos paroquiais, escrituras notariais, processos de pedido de passaportes do Governo Civil ou ainda processos judiciais que sofreram ataques severos de insetos bibliófagos, oxidação profunda da tinta e décadas de desleixo humano em sótãos e caves antes de serem salvos pelos técnicos do Arquivo Distrital. Apesar dos danos, a escrita resistiu, mantendo as origens das gentes da Beira Baixa.
Esta é uma prova como a memória não resiste apenas no papel, mas também na voz e na tradição oral.
Patrícia Morgado Gomes, diretora do Arquivo Distrital, afirma que “queremos mostrar à comunidade que cada documento que chegou aos nossos dias é um autêntico milagre de sobrevivência histórica”.
A exposição documental está patente no Arquivo Distrital até 16 de outubro, e pode ser visitada nos dias úteis das 9h30 às 12h e das 14h às 16h30.