O Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, tem patente a exposição “A Pequena Memória”, de Luís Macedo, até 20 de setembro.
A mostra centra-se na memória, no esquecimento e na fragilidade dos mecanismos de preservação do tempo. Através de azulejo, fotografia, vídeo, texto e instalação, constrói um território onde lembrança e perda coexistem, revelando a instabilidade do passado.
Partindo do gesto fotográfico, o artista reflete sobre a tentativa de fixar instantes e resistir ao desaparecimento. Fotografias de família, retratos e acontecimentos banais surgem como vestígios de experiências que persistem apenas como fragmentos visuais.
A exposição integra ainda cianotipias, postais e textos como resíduos afetivos de um tempo anterior à comunicação acelerada, questionando simultaneamente a memória na era da inteligência artificial. Mantendo uma forte dimensão autobiográfica, ligada à infância e à memória familiar. Estabelece ainda um diálogo artístico com a coleção do museu através da fotografia “Cavaleiro equipado à militar” (inv. 78.165 MFTPJ), do acervo do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. Esta peça serve de ponto de partida para uma reflexão sobre a preservação da memória, a fragilidade do registo fotográfico e a permanência dos vestígios do passado.
A entrada é gratuita e pode ser visitada de 3ªfeira a domingo, entre as 10h e as 13h e das 14h às 18h.