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Sábado, Agosto 1, 2026
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Dia Nacional dos Centros Históricos celebrado em Castelo Branco com distinção e reflexão estratégica

Dia Nacional dos Centros Históricos celebrado em Castelo Branco com distinção e reflexão estratégica
Fotografia: Ricardo Pires Coelho.

Castelo Branco assinalou o Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses, com um conjunto de iniciativas que destacaram a importância da preservação, valorização e dinamização destes espaços identitários.

No âmbito das comemorações, a cidade acolheu a Cerimónia de Entrega do Prémio Nacional “Memória e Identidade”, que distinguiu o Padre Joaquim Ganhão, diretor do Museu Diocesano de Santarém; e Leonel Fadigas, arquiteto paisagista e urbanista, em reconhecimento pelos seus relevantes contributos na salvaguarda e valorização do património cultural.

Na sessão, o presidente da Câmara de Castelo Branco sublinhou os desafios que o Centro Histórico da cidade enfrenta, nomeadamente a perda de moradores ao longo do tempo e o consequente abandono de parte do edificado. Neste contexto, Leopoldo Rodrigues destacou a necessidade de encarar este espaço não só como património cultural, mas também como território habitacional e motor de desenvolvimento futuro.

O presidente da Câmara de Castelo Branco destacou alguns projetos em curso e previstos para a Zona Histórica, como a reabilitação da Igreja de Santa Maria do Castelo, para albergar o Centro de Interpretação Templário; a construção da Escola de Chefs – Centro de Estudos Gastronómicos; a instalação do Museu Académico; e a requalificação do palacete José Almeida Garret, destinado a acolher o Tribunal Administrativo do Centro. Sem esquecer também dos espaços já existentes que contribuem para dinamizar o centro histórico.

Leopoldo Rodrigues frisou que “o nosso objetivo é que o Centro Histórico volte a ter pessoas, atividade comercial, mais presença do artesanato, mais vida e mais dinâmica”.

Presente na cerimónia esteve o secretário de Estado da Cultura que destacou que os Centros Históricos representam “algo mais tangível, com presença física, sendo ponto de encontro entre quem vive, sonha e trabalha”.

Alberto Santos acrescentou que é importante consolidar a consciência coletiva de que estes espaços exigem preservação contínua, considerando que o prémio atribuído traduz esse esforço em reconhecimento, distinguindo percursos que contribuem para a afirmação das cidades e vilas.

Alberto Santos, secretário de Estado da Cultura, considerou que Castelo Branco foi um local particularmente adequado para esta celebração, onde “a história habita a memória coletiva, um caminho que importa valorizar e reforçar”.

A cerimónia contou também com Hugo Pereira, presidente da Direção da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico e também presidente da Câmara de Lagos, que destacou a importância da revitalização das atividades económicas, da regeneração social, da habitação e da modernização do comércio, apontando o equilíbrio e a diversidade de usos como fatores essenciais para o futuro destes espaços.

Ricardo Pires Coelho