O deputado do PS eleito pelo Círculo Eleitoral de Castelo Branco, Nuno Fazenda, disse que o programa PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência – anunciado pelo Governo, não passa de um plano de intenções, sem estratégia, sem prioridades, sem calendário e sem orçamento.
No plenário que decorreu na Assembleia da República subordinado ao tema “Escudo Social: Proteger e reconstruir as comunidades nos concelhos afetados pelas tempestades”, Nuno Fazenda frisou que o Governo apresentou um “plano vazio” aos portugueses e que, ao pretender desenvolver esse plano em 30 dias, “revela um profundo desconhecimento do que é planeamento sério”.
Por outro lado, explica o deputado, revela também um profundo desconhecimento dos planos já existentes em Portugal, como é realçado em comunicado. O socialista explicou que “sim, o país já dispõe de vários planos e vários instrumentos em áreas críticas precisamente para a resiliência e para a competitividade do país”, dando como exemplos o Plano Nacional de Investimentos, o Plano Nacional de Água 2030, o Portugal 2030, o Plano de Emergência e Proteção Civil para 2030. Nuno Fazenda defendeu que “e o que estes planos têm em comum é o seguinte: foram feitos com tempo, com ciência, com o envolvimento de atores, das empresas, da academia. E esses planos é que têm de ser concretizados”, para quem o governo “falhou na prevenção e nas respostas de urgência aos portugueses, e está novamente a falhar naquilo que são as respostas para a recuperação e resiliência”.
Nuno Fazenda lembrou que o PS apresentou no Parlamento dois projetos de resolução com várias medidas no domínio da agricultura, das empresas, da habitação, das infraestruturas, e que foram aprovadas, pelo que “compete ao Governo acolher as propostas da Assembleia da República para avançar”. O deputado criticou ainda o facto de o Governo estar a propor dívida às empresas, em vez de apoios.
Enquanto deputado eleito por Castelo Branco, Nuno Fazenda lembrou que, desde o dia 11 de fevereiro, a linha da Beira Baixa está interrompida. Nesse sentido, afirmou que “convinha que alguém da bancada que apoia o Governo informasse que existe Beira Baixa, que a linha está interrompida, que não há nenhum transporte alternativo, que não há nenhum transporte de transbordo e não há sequer nenhuma máquina naquele território”.